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		<title>Culatra</title>
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		<title>Um pixel ?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 04:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(CARTA ABERTA AO GREEN PEACE)
Caros amigos do Green Peace,
Me chamo Gustavo Serrate Maia, sou de Brasília.
Fico tentando imaginar como são as pessoas por trás de campanhas para salvar o mundo, como a chamada Black Pixel Project ( www.greenpeaceblackpixel.org ). As pessoas que criam um projeto como este, o que pensam? como são suas vidas? por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=454&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>(CARTA ABERTA AO GREEN PEACE)</p></blockquote>
<p>Caros amigos do Green Peace,<br />
Me chamo Gustavo Serrate Maia, sou de Brasília.</p>
<p>Fico tentando imaginar como são as pessoas por trás de campanhas para salvar o mundo, como a chamada Black Pixel Project ( www.greenpeaceblackpixel.org ). As pessoas que criam um projeto como este, o que pensam? como são suas vidas? por que fazem isso ?<br />
Eu gostaria de ver uma foto da equipe, ou da pessoa que bolou um projeto como este, gostaria de entrevistar esta pessoa, de compreender quais são os mecanismos mentais que levam alguém a bolar, executar e propagar uma idéia tão&#8230; ingênua&#8230; com o mote:<br />
&#8220;Apague um pixel do seu monitor para ajudar a salvar o mundo. Se milhões de pessoas fizerem o mesmo com seus computadores vamos evitar que a produção de energia seja tão alta, e dessa forma, por meio de uma cadeia de eventos, iremos &#8220;prejudicar menos&#8221; as pessoas que passam fome e contraem malária na África&#8221;.<br />
É um mecanismo cerebral engenhoso, e tem apenas uma utilidade: Eximir um burguês da culpa de ser um dos destruidores do mundo. Você vai vender o seu carro? Porque não aproveita e vende também o seu computador? Viva numa comunidade autosustentável&#8230; Isso você não tem coragem, mas pra apagar um pixel do meu monitor você tem.<br />
Heroísmo de meia tigela.<br />
Sabe qual é a cara que eu acho que você tem? Você se parece uma daquelas pessoas dos comerciais do MacDonalds, com um sorriso fácil na cara ou talvez faça parte de uma daquelas famílias de comercial de Margarina, com um sorriso barato. Ou talvez você tenha sido um punk rebelde durante a adolescência, ou quem sabe tem um dreadlock e atitude inconsequente, e apesar do seu modo de viver, acreditar ter o direito de ensinar as outras pessoas sobre qual é a forma correta de dizer. Por trás de uma carapuça rebelde, ou não, você é tão politicamente correto, que enoja.</p>
<p>Desculpem apresentar-lhes esta verdade inconveniente, mas a iniciativa do BlackPixel Project, e de todos estes projetos ditos &#8220;ecológicos, autosustentáveis, conscientes&#8221; funcionam mais ou menos na mesma lógica daquele que dá esmola a um mendigo com a pretensão de sanar a fome mundial. Há uma palavra para descrever isso com clareza: HIPOCRISIA.</p>
<p>Salvar as baleias, dar água de coco para o mico leão dourado, merda autoreciclada pela permacultura, fechar a torneira, um dia sem ver televisão. Você é um opressor querendo se redimir da opressão. Você tem um carro do qual não abdica, tem um computador do qual não abdica, tem litros e litros de água e eletricidade por dia dos quais não abdica, não seja hipócrita mandadando-nos deixar de consumir um pixel de nosso monitor, pois o seu está cheio deles, o seu carro tem gasolina no tanque, feita do mesmo petróleo extraído das camadas subcutâneas do mundo que um dia serviu para matar e causar a desgraça de milhares pessoas do lado oriental deste planeta.</p>
<p>Sua iniciativa é um desaforo, uma ofensa ao bom senso. Assuma &#8211; se um porco, ou seja uma pessoa melhor com os que estão a sua volta.<br />
Green Peace ? Para mim tem o mesmo significado de onanista.</p>
<p>&#8220;Ooohhh nós somos tão bons, salvamos o mundo e temos pena dele&#8221;, Green Peace boy</p>
<blockquote>
<p style="text-align:center;"><a title="Twitter" href="http://www.twitter.com/cineasta81" target="_blank">@cineasta81</a></p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://culatra.wordpress.com/2009/10/27/um-pixel/"><img src="http://img.youtube.com/vi/eScDfYzMEEw/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
</blockquote>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/454/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/454/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/454/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/454/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/454/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/454/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/454/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/454/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/454/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/454/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=454&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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	</item>
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		<title>Mudanças no Cristianismo ao longo dos anos</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/10/21/mudancas-no-cristianismo-ao-longo-dos-anos/</link>
		<comments>http://culatra.wordpress.com/2009/10/21/mudancas-no-cristianismo-ao-longo-dos-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 15:37:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[catolicismo]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[modernidade]]></category>
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		<description><![CDATA[O Cristianismo, como o conhecemos hoje, é muito diferente do original, surgido anos após a morte de Cristo, e engloba uma série de crenças e costumes incorporadas com o tempo.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=451&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O Cristianismo, como o conhecemos hoje, é muito diferente do original, surgido anos após a morte de Cristo, e engloba uma série de crenças e costumes incorporadas com o tempo.</p>
<p>O Celibato do Padre, por exemplo, não tem uma função meramente sagrada no sentido de manter a pureza virginal. A igreja Católica, como todos sabem, tem muitas riquezas e vastas extensões de terra. Os Padres são responsáveis por zelar por estas terras. Muitas igrejas no interior da Europa, principalmente no período medieval, eram isoladas, mantidas por apenas um padre. Dessa forma, se os Padres tivessem filhos, assim que morressem, deixariam herdeiros. As terras seriam empossadas, tomadas, apropriadas. A igreja teria sérios problemas para reaver suas terras, caso os filhos não seguissem o mesmo destino religioso do pai. Celibato é a solução. Por mais que alguns padres ainda façam filhos por aí, não são filhos &#8220;oficiais&#8221;, os padres que quebram o voto de castidade precisam se desligar de sua função na instituição católica. Este é um dos costumes que foi adotado pela igreja com o tempo, e hoje o conhecemos como se fosse assim desde a sua fundação.</p>
<div id="attachment_452" class="wp-caption aligncenter" style="width: 261px"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/10/jesuschrist.jpg"><img class="size-full wp-image-452" title="Jesuschrist" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/10/jesuschrist.jpg?w=251&#038;h=355" alt="Jesuschrist" width="251" height="355" /></a><p class="wp-caption-text">Jesus Cristo, tarmagoshizado pela modernidade</p></div>
<p>Existe uma série de outras &#8220;inovações&#8221; que aconteceram nas bases da Igreja Católica:</p>
<p>1. Orações pelo mortos, começaram ao redor do ano 300 D.C.<br />
2. Fazer o sinal da cruz. ano 300<br />
3. Velas de cera ano 320<br />
4. Veneração dos anjos e de santos mortos, e o uso de imagens ano 375.<br />
5. Missa como celebração diária ano 394<br />
6. Começo da exaltação de Maria, o termo Mãe de Deus cuja primeira aplicação deu-se no Concilio de Éfeso ano 431.<br />
7. Sacerdotes começam a vestir-se de forma distinta da dos leigos ano 500<br />
8. Extrema-unção ano 526<br />
9. A doutrina do Purgatório, estabelecida por Gregório I ano 593.<br />
10. O Latim usado nas orações e cultos, imposto por Gregório I ano 600.<br />
11. Orações dirigidas a Maria, santos mortos e anjos ano 600.<br />
12. Titulo de Papa ou Bispo Universal dado a Bonifácio III pelo Imperador Focas ano 607<br />
13. Beijar o pé do Papa, começa com o Papa Constantino ano 709.<br />
14. Culto à Cruz, imagens e relíquias autorizado no ano de 786.<br />
15. Água benta misturada com um pouco de sal e abençoada por um sacerdote ano 850<br />
16. Culto a São José ano 890<br />
17. Colégio de Cardeais, estabelecido no ano de 927.<br />
18. Batismo de sinos, instituído pelo Papa João XVIII ano 965.<br />
19. Canonização de santos, pela primeira vez, pelo Papa João XV no ano 995.<br />
20. Jejum nos dias: sexta-feira e durante a quaresma ano 998<br />
21. Celibato do sacerdócio decretado por Gregório VIII (Hildebrando) ano 1079<br />
22. O Rosário, oração mecânica com contas inventada por Pedro o Ermitão ano 1090.<br />
23. A Inquisição, instituída pelo Concilio de Verona ano 1184.<br />
24. Venda de Indulgências ano 1190<br />
25. Transubstanciação, proclamada pelo Papa Inocêncio III ano de 1215.<br />
26. Confissão Auricular de pecados, ao sacerdote em vez de a Deus, instituída por Inocêncio no Concilio de Latrão ano 1215.<br />
27. Adoração da hóstia decretada pelo Papa Honório III ano 1220<br />
28. Criação do Index, lista de livros proibidos aos leigos pelo Concilio de Valença ano 1229<br />
29. O Escapulário inventado por Simão Stock um monge inglês ano 1251<br />
30. É proibido ao povo o uso do vinho da Comunhão no Concilio de Constança ano 1414<br />
31. O Purgatório proclamado como um dogma pelo Concilio de Florença ano 1439<br />
32. A doutrina dos Sete Sacramentos confirmada ano 1439<br />
33. Ave Maria (parte da última metade foi acrescentada 50 anos depois e aprovada pelo Papa Sixto V no final do século XVI) ano 1508<br />
34. Jesuítas, ordem fundada por Loyola ano 1534.<br />
35. Tradição, declarada de igual autoridade que a Bíblia pelo Concilio de Trento ano 1545.<br />
36. Livros apócrifos, acrescentados á Bíblia pelo Concilio de Trento ano de 1546.<br />
37. Credo do Papa Pio IV, imposto como credo ano 1560.<br />
38. Imaculada Conceição da Virgem Maria, proclamada pelo Papa Pio IX ano 1854.<br />
39. Silabo de erros, proclamado pelo Papa Pio IX e ratificado pelo Concilio Vaticano, condenando a Liberdade de culto, de consciência, de pregação, de imprensa e os descobrimentos científicos que são desaprovados pela Igreja Romana; sustentando a temporal autoridade do Papa sobre todos os governos civis ano de 1864.<br />
40. Infalibilidade do Papa em matéria de fé e de moral proclamada pelo Concilio Vaticano ano 1870<br />
41. Escolas Publicas condenada pelo Papa Pio XI ano 1930<br />
42. Assunção da Virgem Maria (ascensão corporal ao Céu, pouco mais de sua morte) proclamada pelo Papa Pio XII. Ano 1950.<br />
43. Maria, proclamada Mãe da Igreja pelo Papa Paulo VI ano 1965.</p>
<p><strong>Fonte</strong>: Site <a href="http://www.mortesubita.org/jack/jesus-freak/cristandades/inovacoes-catolicas-no-cristianismo/view">Morte Súbita</a></p>
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		<title>Idade mínima para cargos públicos</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:27:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ta faltando uma graninha no seu orçamento mensal? Você sonha com um grande emprego e não tem humildade pra começar pensando baixo? Que tal ser Presidente da República, Governador ou Vice Presidente? Tem que ter pelo menos 35 anos pra isso. Se você tem idade entre os 30 e 35 anos, então você já pode [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=449&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 422px"><img alt="Cabide, tem vaga pra todo mundo botar seu terno" src="http://www.contraovento.com.br/public/Da%20internet.JPG" title="Cabide" width="412" height="322" /><p class="wp-caption-text">Cabide, tem vaga pra todo mundo botar seu terno</p></div><br />
Ta faltando uma graninha no seu orçamento mensal? Você sonha com um grande emprego e não tem humildade pra começar pensando baixo? Que tal ser Presidente da República, Governador ou Vice Presidente? Tem que ter pelo menos 35 anos pra isso. Se você tem idade entre os 30 e 35 anos, então você já pode se candidatar a governador ou vice governador. É muito poder pra tua mão né ? A partir dos 21 anos você pode ser Deputado (Estadual, Federal, Distrital); Prefeito ou Vice-prefeito.</p>
<p>Mas se você ainda é um ninfo ou uma ninfa, mas já tem 18 anos, sobrou um cargo bom pra você Vereador.Comece pelo baixo clero que já está de bom tamanho.</p>
<p>Como presidente, você pode durar até 4 anos no cargo se não for deposto por impeachment  ou assassinado. Dá até pra programar suas contar pra comprar uma casa legal, um carro bacana e depois você será respeitado em qualquer lugar. Como Senador são 8 anos de cargo, crie teias de aranha no poder.</p>
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			<media:title type="html">Cabide</media:title>
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		<item>
		<title>Tom Waits &#8211; The Crossroads and the Devil´s Work</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 17:12:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os poetas viajam até o próximo círculo, onde os demônios não são capazes de segui-los e o poder divino, que lhes dá controle sobre o próprio círculo, não permitira que eles partam.

Uma pérola. O expressivo Tom Waits ( compositor, ator) não traz sua voz de trovão nessa música, apenas dedilha a guitarra.
O vocal enfático em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=420&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>Os poetas viajam até o próximo círculo, onde os demônios não são capazes de segui-los e o poder divino, que lhes dá controle sobre o próprio círculo, não permitira que eles partam.</p></blockquote>
<div id="attachment_424" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/tomwaits1.jpg"><img class="size-medium wp-image-424" title="Tom+Waits" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/tomwaits1.jpg?w=225&#038;h=300" alt="Tom Waits e sua guitarra, acompanhando a voz poderosa do também performático William S. Burroughs." width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Tom Waits e sua guitarra, acompanhando a voz poderosa do também performático William S. Burroughs.</p></div>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://culatra.wordpress.com/2009/06/24/sem-muito-animo-e-tempo-pra-postagens/"><img src="http://img.youtube.com/vi/fTFKcnVzABw/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Uma pérola. O expressivo Tom Waits ( compositor, ator) não traz sua voz de trovão nessa música, apenas dedilha a guitarra.</p>
<p>O vocal enfático em forma de discusso é do escritor, crítico social e orador, William Burroughs.</p>
<p>O rock pesado, ao estilo anos 70 e as imagens são bem características da época em que o cinema estava apenas nascendo. São demônios transladando, voando, e uma garota inocente passeia nos vales de piche: O fantástico inferno Vintage.</p>
<p>Assista.</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/tomwaits1.jpg?w=225" medium="image">
			<media:title type="html">Tom+Waits</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://img.youtube.com/vi/fTFKcnVzABw/2.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Dança</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 02:52:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A aventura humana]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Coisas da vida]]></category>
		<category><![CDATA[pop]]></category>

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		<description><![CDATA[A dança é um direito universal, quase uma obrigação quando se está demasiadamente feliz. A dança é a expressão física do contentamento. Cada um dança como quer, como pode, como consegue.
Por isso, em homenagem a dança, fiz esta seleção de videos. Basta dar play e assistir a playlist. São 80 videos curtinhos e seguidos com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=412&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A dança é um direito universal, quase uma obrigação quando se está demasiadamente feliz. A dança é a expressão física do contentamento. Cada um dança como quer, como pode, como consegue.</p>
<div id="attachment_416" class="wp-caption aligncenter" style="width: 231px"><a href="http://tinyurl.com/mfp5vg"><img class="size-medium wp-image-416  " title="dance" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/dance.jpg?w=221&#038;h=300" alt="Dança. Fonte: Revista Time" width="221" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Dança. Fonte: Revista Time. Clique na imagem para assistir a seleção de videos de dança.</p></div>
<p>Por isso, em homenagem a dança, fiz esta seleção de videos. Basta dar play e assistir a playlist. São 80 videos curtinhos e seguidos com todo tipo de pessoas dançando das mais variadas formas. Quando um video acaba o outro começa automaticamente e você pode pular quando não tiver paciência de assistir um video inteiro.</p>
<p>De play e divirta-se. A maioria dos videos são engraçadissimos, outros nem tanto, mas são todos interessantes.</p>
<p>CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR: <strong><a title="CULATRA - VIDEOS DE DANÇA" href="http://tinyurl.com/mfp5vg" target="_blank">http://tinyurl.com/mfp5vg</a></strong></p>
<blockquote><p>A vida é curta, dance.</p>
<p>Dançarinos são os poetas do gesto<br />
- George Balanchine</p>
<p>A dança é a escultura em movimento<br />
- Walter Sorell</p>
<p>Dança é música feita visível<br />
- George Balanchine</p>
<p>Dança é uma tentativa tosca de entrar no ritmo da vida<br />
- George Bernard Shaw</p>
<p>Eu só acreditaria num deus que soubesse dançar<br />
- Nietzsche</p></blockquote>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/412/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=412&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/dance.jpg?w=221" medium="image">
			<media:title type="html">dance</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Um ensaio sobre a cidade (ou Um pequeno exemplo cósmico do caos)</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/06/10/um-ensaio-sobre-a-cidade-ou-um-pequeno-exemplo-cosmico-do-caos/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 19:10:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[modernidade]]></category>

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		<description><![CDATA[
                    Como as formigas com o formigueiro, o cidadão existe em função da cidade. O comportamento do cidadão é pouco aleatório: Descanso, trabalho, lazer e alimentação. O cidadão age como força motriz. Sua energia é o combustível da cidade e com esta energia ele desempenha seus papéis como trabalhador e consumidor. O consumo é a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=396&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;margin-bottom:0;"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/city_in_the_rain__by_artsyexistence.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-400" title="city_in_the_rain__by_artsyexistence" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/city_in_the_rain__by_artsyexistence.jpg?w=215&#038;h=299" alt="city_in_the_rain__by_artsyexistence" width="215" height="299" /></a></p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;">                    Como as formigas com o formigueiro, o cidadão existe em função da cidade. O comportamento do cidadão é pouco aleatório: Descanso, trabalho, lazer e alimentação. O cidadão age como força motriz. Sua energia é o combustível da cidade e com esta energia ele desempenha seus papéis como trabalhador e consumidor. O consumo é a espinha dorsal que possibilita o crescimento contínuo da cidade.</p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> Assim como nas colméias e formigueiros existem, hierarquias rígidas. Supostamente o cidadão escolhe seus próprios líderes. Os líderes são escolhidos baseados em sua influência. A influência exercida por um líder pode ser baseada em seu carisma, sua retórica, em sua intimidação ou na capacidade de compra de seus recursos. Dinheiro pode comprar não somente objetos e serviços, mas almas, mentes e caráter. Tudo é mercadoria na cidade.</p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> A mente do cidadão está na segunda categoria do saber racional. A categoria do saber racional autômato. O cidadão tem a capacidade de analisar as situações baseado em seu conhecimento e raciocinar tomando pequenas decisões regidas por uma vontade própria limitada. Em seu estado autômato, o cidadão trabalha exclusivamente em função da cidade enquanto emerge em ostracismo e torpor hipnótico deixando de praticar algumas necessidades básicas como a comunicação, a socialização e compaixão para com seus semelhantes. Todos estes são sintomas de apatia, e definem a inércia moral, uma patologia psicológica muito comum, diagnosticada devido à rotina imutável da vida na cidade.</p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> O crescimento da quantidade dos cidadãos é exponencial e requer o crescimento dos setores comerciais e industriais. Caso a cidade não desenvolva estes setores para atender a esta demanda de trabalho, a cidade ganha aos poucos um novo setor habitacional alternativo, também conhecido como favela, cortiço ou assentamento.</p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> Com a miséria surge a criminalidade que tem como função suprir a falta de trabalho dos cidadãos inativos. Esta é uma categoria especial de trabalho que cumpre sua função de perpetuar o ciclo da cidade através do consumo, a partir desse argumento, bandidos são trabalhadores que sustentam a cidade como quaisquer outros trabalhadores, no entanto suas profissões não são regulamentadas pela lei.</p>
<p style="text-align:center;margin-bottom:0;"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/road_junction_by_city_builder.jpg"><img class="size-medium wp-image-401 aligncenter" title="Road_junction_by_City_Builder" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/road_junction_by_city_builder.jpg?w=300&#038;h=215" alt="Road_junction_by_City_Builder" width="300" height="215" /></a></p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> A cidade, a fim de assegurar sua própria sobrevivência, cria mecanismos para que o cidadão seja obrigado a consumir, entre estes mecanismos está a publicidade.</p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> A publicidade consiste em criar a necessidade de consumo na mente do cidadão em troca de &#8220;prêmios especiais&#8221;. Os &#8220;prêmios especiais&#8221; são pequenas ilusões plantadas sob o consciente limiar da mente do cidadão: como a sensação de ser feliz ou a de se sentir completo no ato da compra. Esta promessa se fricciona com o instinto. A sensação de ter a alma tocada arraiga este desejo no subconsciente do cidadão que passa a consumir todo o tipo de supérfluos sob a ilusão de que terá a alma satisfeita e seus mais profundos desejos realizados quando depois do ato ou efeito de comprar tudo será diferente. Esta ilusão é um mecanismo eficiente para se gerar o consumo, motriz capital.</p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> A economia do super-organismo cidade, como a natureza, segue suas próprias regras. Vivemos e respiramos a tecnologia do metal e do concreto, em contraposição às tecnologias da carne e do vegetal. Habitamos as entranhas da cidade enquanto lhe costuramos e construímos por dentro. Somos os alfaiates e artesãos de sua estrutura condenados à inevitável fagocitose.</p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> Há a possibilidade de que a consciência humana se perca durante a evolução. A natureza funciona plenamente desta forma onde todos os animais estão plenamente adaptados às suas posições e situações, não há rebeldia ou queixas, apenas uma harmonia amoral.</p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> Somente líderes e artistas mantem resquícios de individualidade. Os líderes têm a função de organizar e realizar a manutenção, adaptação e (porque não?) mudança do status-quo e os artistas, derivados dos anjos, tem a função de acordar, abalar e inspirar a catarse.</p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> A natureza e a cidade são duas raças diferentes da mesma espécie, ou duas espécies do mesmo gênero, apesar disso, coexistem em constante dicotomia. Estão em constante embate. A natureza, prisioneira de constritos canteiros cercados por concreto, luta por sobrevivência, é o embate que se dá entre raízes e encanamentos, folhas e fios elétricos, troncos e asfalto. O melhor caminho para a evolução é uma simbiose perfeita. O caminho da involução é a destruição de um dos lados do embate ou uma relação de parasitose de um sobre o outro.</p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> A cidade é um pequeno exemplo cósmico de que o caos tem capacidade de ordenar-se em núcleos lógicos e seqüenciais e desfazer-se da mesma forma, como se nunca houvesse existido. Um grão de areia percorre milhares de anos para acumular em torno de si grãos o suficiente para formar uma montanha, apenas para esperar mais alguns milhões de anos e voltar a ser o grão único, que sempre foi.</p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> A evolução da cidade se dá em ritmo acelerado, assim como o tempo que ela obedece. A cidade respira vivaz, coletivos, automóveis, motos e metrôs circulam em suas veias transportando a energia humana a fim de lhe criar sólidas bases metálicas para o dia em que este colosso irá se erigir em autonomia, para caminhar sobre a terra.</p>
<p style="text-align:justify;margin-bottom:0;"> O cidadão não é o ápice da evolução nem o princípio. Não é o primata nem o super-homem. Não é o macaco nem é Deus. Assim como os macacos são para o cidadão um motivo de riso ou dolorosa vergonha, é justamente isso que o cidadão deve ser para o ápice da evolução: Um motivo de riso ou dolorosa vergonha. O cidadão é uma corda estendida entre o primata e o super homem, uma corda sobre o abismo. É o perigo de transpô-lo, o perigo de estar a caminho, o perigo de olhar para trás, o perigo de tremer e parar. O que há de grande, no cidadão, é ser ponte, e não meta. O que pode amar-se no homem, é ser uma transição e um ocaso.</p>
<p style="margin-bottom:0;"> </p>
<blockquote>
<p style="margin-bottom:0;">Referências e influências e inferências:</p>
<ul>
<li>
<div style="margin-bottom:0;">• Chico Science – Ref. E Inf.</div>
</li>
<li>
<div style="margin-bottom:0;">• Laerte – Ref. Charge</div>
</li>
<li>
<div style="margin-bottom:0;">• Will Eisner – Inf.</div>
</li>
<li>
<div style="margin-bottom:0;">• Nietzshe – Ref. e Inf.</div>
</li>
<li>
<div style="margin-bottom:0;">• Economia Contemporânea – Inf.</div>
</li>
<li>
<div style="margin-bottom:0;">• A influência econômica sobre a estética urbana – Ref. e Inf.</div>
</li>
<li>
<div style="margin-bottom:0;">• Akira – Ref. e Inf.</div>
</li>
</ul>
</blockquote>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/396/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/396/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/396/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/396/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/396/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/396/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/396/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/396/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/396/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/396/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=396&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">city_in_the_rain__by_artsyexistence</media:title>
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			<media:title type="html">Road_junction_by_City_Builder</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Quem são os Dalai Lama?</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/06/02/quem-sao-os-dalai-lama/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 18:51:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[Tibete]]></category>
		<category><![CDATA[contra-cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[



Em 1357, uma mulher da província de Amdo, do Tibete oriental, sonhou com um jardim cheio de mulheres. Um menino vinha do leste carregando um vaso, e encontrava-se com uma garota vinda do oeste carregando um pavão. O menino e a menina passavam entre as mulheres, e o menino perguntava a garota qual das mulheres poderia ser [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=382&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div class="mceTemp mceIEcenter">
<div id="attachment_387" class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/tsongkhapa1.jpg"><img class="size-medium wp-image-387" title="Tsongkhapa" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/tsongkhapa1.jpg?w=280&#038;h=300" alt="Tsongkhapa : Fundador da escola dos Gelukpa" width="280" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Tsongkhapa : Fundador da escola dos Gelukpa</p></div>
</div>
<dl></dl>
<blockquote>
<p style="margin-bottom:0;">Em 1357, uma mulher da província de Amdo, do Tibete oriental, sonhou com um jardim cheio de mulheres. Um menino vinha do leste carregando um vaso, e encontrava-se com uma garota vinda do oeste carregando um pavão. O menino e a menina passavam entre as mulheres, e o menino perguntava a garota qual das mulheres poderia ser mãe dele. A menina apontou a mulher da província de Amdo e disse ao menino: Esta pode ser a sua mãe. As crianças banharam a mulher e ela acordou incrivelmente feliz.</p>
<p style="margin-bottom:0;">No mesmo ano, o marido dessa mulher sonhou que um jovem monge, vindo da montanha da sabedoria, lhe pedia abrigo por 9 meses. O homem abrigou o monge e o ofereceu sua sala de orações.</p>
<p style="margin-bottom:0;">Depois de muitos sonhos auspiciosos, nasceu Tsong Khapa. O nome, traduzido do Tibetano significa <em>Nascido no vale da cebola</em>. Ainda jovem, ele viajou pelo Tibet para encontrar Lamas que pudessem treina-lo, e assumiu o conhecimento de diversas frentes budistas. Trabalhou a vida inteira com o objetivo de reformar o budismo tibetano e fundou o monastério <em>Gadenbas</em>, mas nunca anunciou o estabelecimento de uma nova ordem monástica. Aos 62 anos a saúde de Tsong Khapa já estava seriamente abalada. Ele sabia que era o momento de morrer. Conduziu uma cerimônia de preces, junto aos seus discípulos, pedindo o renascimento na terra pura. Depois daquela manhã ele alcançou a libertação e raios multicoloridos escaparam de seu corpo.</p>
<p style="margin-bottom:0;">No monastério fundado por Tsong Khapa, o jovem Khedrup Gelek Pelzang foi um de seus discípulos e tornou-se o primeiro Dalai Lama. Gelek fundou a tradição do budismo conhecida como Gelug, na qual a figura mais influente é o Dalai Lama.</p>
</blockquote>
<p style="margin-bottom:0;">Quando um Dalai Lama morre, a cúpula do Budismo sai pelo mundo em busca de um bebê escolhido que tenha nascido no máximo alguns meses após a morte de seu antecessor. Os bebês são escolhidos a partir de uma série de testes e sonhos auspiciosos que indicam aos monges e a família quem será o futuro Dalai Lama. O cargo de Dalai Lama é o de um grande lider espiritual, e fatalmente politico. Os Dalai Lama chefiam o estado e governam o povo Tibetano. É um cargo semelhante ao Papa, da igreja Católica.</p>
<p style="margin-bottom:0;">Thubten Gyatso foi o 13º Dalai Lama, quando ele morreu em 1933, os monges budistas iniciaram a busca pelo seu sucessor. Em 1937 os monges descobriram Tenzin Gyatso, e iniciaram os testes para saber se ele seria a reencarnação do Dalai Lama. Em 1941 começa sua educação religiosa e aos 16 anos tornou-se o 14º lider de estado no Tibet, assumindo seu cargo como Dalai Lama. Em seu governo, Tenzin sofreu com a opressão da China Comunista e ateia sobre seu território. A China tenta captura-lo em 1959 e ele escapa para a India onde busca ajuda da Onu e começa a divulgar pelo mundo a situação no Tibete. Tenta diálogos frustrados com a China, mas o governo de Mao-Tsé Tung, após ter bombardeado Lhasa, ainda não dá o braço a torcer. Em 1989 o Dalai Lama recebe seu prêmio nobel da paz pelos serviços prestados e m favor de seu povo e pela campanha mundial que ele lançou.</p>
<div id="attachment_385" class="wp-caption aligncenter" style="width: 300px"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/scan52.jpg"><img class="size-full wp-image-385" title="14 Dalai Lama" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/scan52.jpg?w=290&#038;h=300" alt="14 Dalai Lama, Tenzin Gyatso. Fonte: dalailama.org.br" width="290" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">14 Dalai Lama, Tenzin Gyatso. Fonte: dalailama.org.br</p></div>
<p style="margin-bottom:0;">Nos dias de hoje, enquanto a ciência dessacraliza o mundo, ocorre um fato inédito entre os Budistas. O Dalai Lama anuncia que vai escolher o seu sucessor, ignorando toda a tradição de esperar por sonhos auspiciosos, e buscar por um sucessor reencarnado. O motivo da mudança é que ele teme que a China tente influenciar o processo de escolha do seu sucessor. Até hoje o Tibete tem problemas com a China. Dalai Lama acusa o governo chinês de promover um genocídio cultural contra o povo Tibetano, reduzindo-os a minoria em sua própria terra. Alerta para o fato de que não há liberdade religiosa no Tibet, e que aqueles que seguem os preceitos budistas são vistos como separatistas.</p>
<p style="margin-bottom:0;">&#8220;Se o povo tibetano quer manter o sistema (de liderança) do dalai-lama, uma das possibilidades que tenho examinado com meus assistentes é escolher o próximo dalai-lama enquanto ainda estiver vivo&#8221;, disse o atual Dalai Lama ao jornal japonês Sankei Shimbun, durante uma visita ao Japão.</p>
<div id="attachment_388" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-388" title="protesto" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/06/protesto.jpg?w=300&#038;h=187" alt="Monges protestam em Lhasa por conta da falta de liberdade religiosa. Fonte: G1 notícias." width="300" height="187" /><p class="wp-caption-text">Monges protestam em Lhasa por conta da falta de liberdade religiosa. Fonte: G1 notícias.</p></div>
<p style="margin-bottom:0;"><strong> Fontes:</strong></p>
<p style="margin-bottom:0;">Dharma Net<br />
Super Interessante<br />
tsongkhapa.org.br<br />
Wikipedia<br />
Jornale Curitiba</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/382/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=382&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Tsongkhapa</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">14 Dalai Lama</media:title>
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			<media:title type="html">protesto</media:title>
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	</item>
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		<title>Um ch&#225; no deserto</title>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 20:58:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A aventura humana]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[áfrica]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[tragédia]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma história de amor contada de uma forma completamente diferente das que estamos acostumados a ver. Casados há 10 anos, Port Moresby (John Malkovich) e Kit Moresby (Debra Winger) passam por uma crise conjugal. Vivem no mundo, sem destino específico ou data para voltar. Como alerta a narração em off, realizada por Paul Bowles, autor [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=380&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify">Uma história de amor contada de uma forma completamente diferente das que estamos acostumados a ver. Casados há 10 anos, Port Moresby (John Malkovich) e Kit Moresby (Debra Winger) passam por uma crise conjugal. Vivem no mundo, sem destino específico ou data para voltar. Como alerta a narração em off, realizada por Paul Bowles, autor do livro que deu origem ao roteiro: “o casal cometeu o erro de guerrear contra o tempo”. Apesar da aparição da voz do escritor em alguns momentos do filme, o diretor Bernardo Bertolucci, não comete o pecado fundamental de aceitar o caminho fácil, narrando uma história literária de maneira literal. O céu que nos protege é um filme essencialmente cinematográfico. </p>
<p align="justify"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/shelteringsky.jpg"><img style="display:inline;border-width:0;" title="sheltering sky" border="0" alt="sheltering sky" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/shelteringsky_thumb.jpg?w=394&#038;h=232" width="394" height="232" /></a> </p>
<p align="justify">O casal de americanos manteve o estilo de vida dos pássaros, sem lar,&#160; viajando sem propósito, sem chão ou família constituída, uma vida errante e extraordinária. George Tunner (Campbell Scott), é um convidado impertinente do casal na viagem, e percebe uma crise entre Port e Kit, aproveitando-se para chegar perto de Kit. Enquanto isso Port Moresby já se jogou no mundo, afoito por vivenciar uma experiência mais profunda do que o mero “turismo”, ele adentra nas ruas da cidade levado por um nativo. Port mostra que sabe o que está fazendo quando adentra na tenda de uma prostituta. Ela tenta rouba-lo e ele “rouba” de volta a própria carteira sem que ela perceba. Port, mostra-se assim, um homem escolado, experiente nos perigos e mistérios das terras estrangeiras.</p>
<p align="justify">Conforme prossegue a trama o casal distancia-se mais e mais, chegando ao ponto da total distanciação, quando viajam separados. Cada um em sua odisséia humana individual. </p>
<p align="justify">“Mesmo sem saber que sabe”, Port desconfia que seu convidado, George Tunner, está interferindo na relação conjugal com Kit, e realmente está. George não os deixa um minuto a sós e atrapalha todos os momentos íntimos do casal. </p>
<p align="justify">George segue para uma viagem solitária, muito provavelmente contra a própria vontade. Port usa esse tempo para ficar a sós com sua esposa, para conhecê-la novamente e compreender mais uma vez o poder do companheirismo, desgastado pelo tempo de convivência, pela rotina, pelo peso dos anos. Cobertos sob o imenso sol do deserto inóspito, experimentam o mesmo amor que os uniu. Dizem que no amor estamos completamente desprotegidos e expostos, Port e Kit estão protegidos, dessa vez, pelo elo espiritual que ainda existe entre os dois. Este momento de calmaria é apenas o prelúdio para a tempestade prestes a chegar. Um acontecimento fatal e inesperado muda totalmente a vida de Kit, transformando não apenas a história, mas a forma de se contar a história. O diretor Bernardo Bertolluci e sua equipe de filmagem cometem uma façanha cinematográfica, gravam cenas incríveis dentro do mais profundo e rebelde deserto, sob cenários enormes, e sobre muros de verdade, pessoas estrangeiras, outra língua, trepassam todas as dificuldades de se filmar longe de um estúdio, em um país estrangeiro, e conseguem um resultado belíssimo.</p>
<p align="justify">Kit é jogada em um mundo desconhecido e se vê perdida no sol escandante, na árida poeira. Não há mais intimidade, não há nada reconhecível, há apenas uma vida exótica que poderá trazer o riso de volta ao seu rosto, mas não será o suficiente. Kit perdeu algo perturbadoramente essencial em sua vida, o amor de Port. Ela está perdida para sempre. Mesmo depois de resgatada, não se encontra mais nem quando está de volta ao local de onde veio. Está destinada a ser uma viajante.</p>
<p>O Céu Que Nos Protege (The Sheltering sky, 138 min), de Bernardo Bertolucci</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/380/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/380/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/380/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/380/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/380/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/380/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/380/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/380/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/380/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/380/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=380&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">sheltering sky</media:title>
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		<title>Breve resumo da hist&#243;ria do document&#225;rio</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 19:27:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[modernidade]]></category>

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		<description><![CDATA[“A palavra documentário, usada para nomear um domínio específico do cinema, começou a se estabelecer no final dos anos 1920 e início dos anos 1930, sobretudo com a escola documental inglesa, embora já figurasse antes em um ou outro texto. Ela traz marcas da significação, surgida na segunda metade do século XIX no campo das [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=377&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p align="justify">“A palavra documentário, usada para nomear um domínio específico do cinema, começou a se estabelecer no final dos anos 1920 e início dos anos 1930, sobretudo com a escola documental inglesa, embora já figurasse antes em um ou outro texto. Ela traz marcas da significação, surgida na segunda metade do século XIX no campo das ciências humanas, para designar um conjunto de documentos com a consistência de “prova” a respeito de uma época. Possui, desse modo, uma forte conotação representacional, ou seja, o sentido de um documentário histórico que se quer veraz, comprobatório daquilo que “de fato” ocorreu num tempo e espaço dados. Aplicada ao cinema por razões pragmáticas de mobilização de verbas, ela desde então disputou com a palavra ficção essa prerrogativa de representação da realidade e, conseguinte, de revelação da verdade.” ( História do cinema mundial, organizado por Fernando Mascarello, 2º edição, 2006, papirus editora, pg 253)</p>
</blockquote>
<p align="justify"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/irmaoslumiere.jpg"><img style="display:inline;border-width:0;" title="Irmãos Lumiere" border="0" alt="Irmãos Lumiere" align="left" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/irmaoslumiere_thumb.jpg?w=125&#038;h=144" width="125" height="144" /></a> </p>
<p align="justify">Junto com o nascimento do cinema, surgia também o documentário. Quando os irmãos Lumière exibiam cenas do cotidiano, retratavam a época em caráter completamente experimental. Mesmo que de forma despretensiosa, estavam registrando e documentando o dia a dia de seu tempo.</p>
<p align="justify">Em 1913 o explorador Robert Flaherty foi convencido por seu contratante a registrar sua expedição com uma câmera. O resultado foi o filme Nanook of the North (1922), sobre a história <a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/nanookdonorte.jpg"><img style="border-width:0;" title="nanook do norte" border="0" alt="nanook do norte" align="right" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/nanookdonorte_thumb.jpg?w=123&#038;h=151" width="123" height="151" /></a>de uma famílis de esquimós. O longa mantinha uma linha narrativa e estética que não podia ser enquadrada na categoria ficção, Nanook foi considerado um protótipo do filme documental. </p>
<p align="justify">“O americano Robert Flaherty, com o seu Nanook, o esquimó, de 1922, resultado de um trabalho que vinha de bem antes, lançou as bases de um método que surgia simultaneamente no campo da antropologia: o da observação participante. Ele propunha uma estadia longa em campo, num contato direto e interativo com seus personagens reais, do qual surgia o “tema nativo”, que era o objeto do filme.</p>
<p align="justify">Posteriormente o escocês John Grierson fundou uma escola documentarista para formalizar e normatizar o gênero. Criou a definição da estética do documentário clássico: O documentário clássico pode ser resumido nas seguintes características estruturais: imagens rigorosamente compostas, fusão de música e ruídos, montagem rítmica e comentário em voz off despersonalizada. Sua função era primariamente educativa e social, com objetivo de formar a opinião pública.    <br />De acordo com o pesquisador ensaísta Fernão Ramos:</p>
<blockquote><p align="justify">O documentário, ao contrário da ficção, estabelece asserções ou proposições sobre o mundo histórico. São duas tradições narrativas distintas, embora muitas vezes se misturem. Diferenças entre documentário e ficção não são da mesma espécie que existem entre répteis e mamíferos, não se pode estabelecer uma morfologia do documentário com a mesma metodologia que cerca, por exemplo, definições das ciências naturais. Lidar com o horizonte da liberdade criativa de seres humanos, e uma época que estimula experiências extremas e desconfia de definições. Alguns traços estruturais da tradição narrativa tem repetição de conjuntos, mais ou menos homogêneos . O nome documentário designa um conjunto de obras que possuem algumas características singulares e estáveis que as diferenciam do conjunto de filmes ficcionais. Mas qual é a diferença entre documentário e ficção?”.(RAMOS, Fernão. 2003, p.22)</p>
</blockquote>
<blockquote><p align="justify">“Para além do requisitório de recusa da ficção, que acabou por dar ao cinema de realidade, ou documentário clássico, um discutível sentido de organicidade e unidade, desde muito cedo, duas preocupações nele se mesclaram e, ao mesmo tempo, subdividiram-no em dois pólos: um, que era propriamente o do documentário ou etnográfico e outro, o da investigação ou reportagem. Com métodos diferentes de abordagem da realidade, seus propósitos eram “ora fazer ver objetivamente meios, situações e personagens reais, ora mostrar subjetivamente as maneiras de ver dos próprios personagens, a maneira pela qual eles viam sua situação, seu meio, seus problemas.”(RAMOS, Fernão. 2003, p.22)</p>
</blockquote>
<p align="justify">Enquanto isso, na extinta União Soviética de 1918, Lenin discursa sobre o cinema, apontando-o como principal meio de divulgação da Nova Ordem Social que se instalava na União Soviética. Denis Arkadievitch Kaufman, que quando jovem mudou seu nome para Dziga Vertov (Roda que gira sem cessar), coloca-se a disposição do comitê de Cinema de Moscow. Em 1922 forma o conselho dos três, ao lado de sua mulher e seu irmão, e passa a trabalhar no Kinopravda. Em 1923, inspirado pela arte futurista, Vertov publica seu primeiro manifesto teórico, no qual exaltava a revolução do cinema, a morte de tudo o que já foi feito como o cinema psicológico e o cinema baseado em pantomimas e exalta a existência exata e mecânica das maquinas e da tecnologia como objeto de observação em seus filmes, em contraposto a “bagunça orgânica” e atrapalhada dos seres-humanos, na desordem diária da vida cotidiana. Vertov cria um nome para suas práticas, o Cine-olho.</p>
<p align="center"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/homemdacamara2.jpg"><img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;border-width:0;" title="homemdacamara2" border="0" alt="homemdacamara2" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/homemdacamara2_thumb.jpg?w=104&#038;h=125" width="104" height="125" /></a> <font size="1">Dziga Vertov e o Cine-olho</font></p>
<p align="justify">O brasileiro Alberto Cavalcanti trabalhou como cenógrafo, diretor, montador, produtor e na gravação do som durante a década de 1920, com as vanguardas francesas e nas décadas de 1930 e 1940 no documentarismo inglês, tendo trabalhado ao lado do próprio Grierson.    <br />Com o filme Rien que lês heures (1926) (do qual Cavalcanti participou), sobre o cotidiano urbano parisiense, inaugurou um tipo de documentário voltado para o próprio entorno do cineasta, uma espécie de antropocinematografia de estranhamento do familiar/próximo, que antecipava inúmeras “sinfonias da cidade” que o documentário constituiria em seguida nos mais diferentes recantos do mundo. Essa experiência teria continuidade oito anos depois, em sua estréia inglesa, no âmbito da proposta griersoniana de documentário socioeducacional, com o curta-metragem Pett and pott (1934), sobre as vantagens civilizatórias do uso do telefone doméstico.</p>
<p align="justify">Após toda essa experiência, Cavalcanti pôs em prática suas pesquisas a respeito da importância do som ambiente, segundo ele, mais importante que o uso da palavra, que devia ser minimizado. O cineasta classificou seu curta metragen Pett and Pott (1934) como “uma simples lição sobre o som”.</p>
<p align="justify">No Brasil, a visibilidade do documentário começa a despontar no final da década de 1990. O público e a crítica têm, cada vez mais, voltado a atenção para este tipo de cinema. Em 1999 três filmes se destacam: Nós que aqui estamos por vós esperamos, de Marcelo Masagão, com quase 59 mil espectadores; Santo Forte, de Eduardo Coutinho, com 19 mil espectadores e Notícias de uma guerra particular, de João Sales e Kátia Lund, exibido em vários festivais e canais de televisão como a Globosat.</p>
<p align="center"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/nosqueaquiestamos02.jpg"><img style="display:inline;border-width:0;" title="nos-que-aqui-estamos-02" border="0" alt="nos-que-aqui-estamos-02" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/nosqueaquiestamos02_thumb.jpg?w=78&#038;h=78" width="78" height="78" /></a> <a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/santoforte02.jpg"><img style="border-bottom:0;border-left:0;display:inline;border-top:0;border-right:0;" title="santo-forte02" border="0" alt="santo-forte02" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/santoforte02_thumb.jpg?w=116&#038;h=77" width="116" height="77" /></a> <a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/noticiasdeumaguerraparticular.jpg"><img style="border-bottom:0;border-left:0;display:inline;margin-left:0;border-top:0;margin-right:0;border-right:0;" title="noticias de uma guerra particular" border="0" alt="noticias de uma guerra particular" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/noticiasdeumaguerraparticular_thumb.jpg?w=102&#038;h=78" width="102" height="78" /></a>&#160; <br /><font size="1">Da esquerda para a direita: Nós que aqui estamos por vós esperamos, Santo Forte e Notícias de uma guerra particular</font></p>
<p align="justify">“São filmes esteticamente distintos que expõem maneiras diversas de abordar temas e personagens. Cada um deles evidencia de modo particular e emblemático, questões que perpassam toda produção documental. O quadro sem dúvida é rico e promissor (&#8230;) Diferente do cinema brasileiro de ficção (sobretudo em longa-metragem), a produção documental não “sucumbiu” à crise que marcou a passagem dos anos 80 para os 90, com a extinção da Embrafilme, estatal produtora e distribuidora de cinema, pelo governo Collor de Mello. “Na trilha iniciada nos anos 80, seguiu seu destino de gênero “menor”: realizado sobretudo em vídeo, manteve fortes ligações com os movimentos sociasi que surgiram ou reconquistara espaço com a redemocratização do país, restrito a pouca visibilidade fora do circuito de festivais, associações, sindicatos e TVs comunitárias. A situação se modifica razoavelmente a partir da “retomada” do cinema brasileiro”.</p>
<p align="justify">De acordo com a Filme B, no início da década de 1990 o cinema brasileiro de longa-metragem quase desapareceu. Apenas três filmes nacionais foram exibidos nas salas de cinema em 1922 e seu público correspondeu a 0,05% do total de espectadores de cinema naquele ano no Brasil. A “retomada” a produção do cinema nacional ocorreu a partir de meados de 1990 (longa metragem em sua maioria), e ganhou nova força por conta das leis de incentivo que entraram em vigor no mesmo período.    <br />Com a chegada do aparato digital e das ilhas de montagem não lineares, vantagens técnicas e econômicas permitiram que tanto os cineastas consolidados, como os jovens, pudessem realizar filmes com custos relativamente baixos. As leis que beneficiam a produção audiovisual, apesar de complexas e o burocrático sistema de funcionamento, estimularam a produção. Editais de fomento a cultura e prêmios visando a produção de documentário, tanto realizados por empresas privadas quanto por empresas públicas, acelerou e facilitou a produção de ficção e de documentário.</p>
<p align="justify">As políticas de exibição, no entanto, não prevê recursos para distribuição dos filmes, o que significa que grande parte do cinema produzido ultrapassa 20 mil expectadores e a maioria dos filmes não chega ao circuito comercial das salas de cinema. Segundo a Filme B, em 2005 haviam 34 longas documentais brasileiros finalizados, destes, apenas 14 tinham distribuidora definida.</p>
<p align="justify">Em 2007 o documentário foi o segundo “gênero” com maior número de lançamentos no mercado brasileiro (superando a comédia, animação, aventura e ação). Filmes como Cartola – a música para os olhos, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerta; Pro dia nascer Feliz, de João Jardim; e Santiago, de João Salles, tiveram mais de 50 mil expectadores. O filme Janela da alma (2002), de Walter Carvalho e João Jardim, foi um caso singular em termos de mercado, o público foi cerca de 130 mil expectadores, com quatro cópias em cartaz, durante 26 semanas. Vinícius (2005), de Miguel Farias é o recordista da retomada, contabilizou 270 mil espectadores no cinema.</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Irmãos Lumiere</media:title>
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			<media:title type="html">nanook do norte</media:title>
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			<media:title type="html">homemdacamara2</media:title>
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			<media:title type="html">nos-que-aqui-estamos-02</media:title>
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			<media:title type="html">santo-forte02</media:title>
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			<media:title type="html">noticias de uma guerra particular</media:title>
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		<title>Minha relação com o Paraná</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 06:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A aventura humana]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[só na paz]]></category>

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		<description><![CDATA[ 


Eu e uma DVX100, a câmera que usavamos para fazer os curtas da AIC

Nunca cogitei na minha vida a possibilidade de um dia visitar Curitiba, quanto mais morar lá por um ano (foi o que eu fiz em 2005). Eu estava prestes a sair de casa, na época me sentia perdido na vida, acabara [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=351&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div class="mceTemp mceIEcenter"> </div>
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/dvx100.jpg"><img class="size-full wp-image-355 " title="dvx100" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/dvx100.jpg?w=350&#038;h=341" alt="Eu e uma DVX100, a câmera que usavamos para fazer os curtas da AIC" width="350" height="341" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Eu e uma DVX100, a câmera que usavamos para fazer os curtas da AIC</dd>
</dl>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:left;">Nunca cogitei na minha vida a possibilidade de um dia visitar Curitiba, quanto mais morar lá por um ano (foi o que eu fiz em 2005). Eu estava prestes a sair de casa, na época me sentia perdido na vida, acabara de abandonar a faculdade de publicidade e estava decidido a estudar circo em uma escola do Rio de Janeiro. Foi quando uma amiga do MSN me falou sobre uma escola de cinema recém inaugurada em Curitiba, a Academia Internacional de Cinema (AIC <a href="http://www.aicinema.com.br">www.aicinema.com.br</a> ). Fundada por Steven Ritcher, um americano casado com a brasileira Flávia Rocha, a escola prometia um método didática diferente de qualquer outra instituição de ensino. A AIC tinha um site bem simples na época, com depoimentos dos alunos do primeiro semestre (fora inaugurada em Julho de 2004). Parecia ser o meu sonho concretizado, eu já tinha me envolvido com cinema em Brasília, mas nunca pensei em levar isso a sério, tinha o cinema como uma brincadeira, um hobby. &#8220;Me profissionalizar vai tirar a graça da brincadeira&#8221;, pensava na minha eterna teimosia de assumir as responsabilidades e consequências de ir atrás do que eu amo. Milena Celli, esse era o nome da amiga de MSN que me falou sobre a AIC, e devo a ela muita coisa, porque no primeiro semestre de 2005 eu estava lá em Curitiba de mala e cuia procurando um lugar para morar.</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:left;">
<div id="attachment_356" class="wp-caption aligncenter" style="width: 354px"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/ocionaaic.jpg"><img class="size-full wp-image-356 " title="ocionaaic" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/ocionaaic.jpg?w=344&#038;h=350" alt="Eu em um dia de ócio na AIC" width="344" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Eu em um dia de ócio na AIC</p></div>
</div>
<p>Me lembro da despedida, aqui em Brasília em fevereiro de 2005. Meus pais chorando na janela do ônibus e eu percebendo que dalí para frente minha vida mudaria completamente, chorei também e aprendi a valorizar a importância dos entes queridos, afinal, depois disso eu passaria dois anos morando sozinho, experimento como nunca antes, o lado bom e o lado ruim da solidão. Em Curitiba eu estudei cinema, eu respirava cinema. Escrevia constamente em um caderno de anotações, e ganhei um fascínio pela arte da ficção. Tornei-me um ficcionista quando abri meu blog <a href="http://www.cineasta81.blogspot.com">www.cineasta81.blogspot.com</a>, onde escrevia contos ficcionais, entre outras coisas, amadureci meu estilo lá e ganhei muitos leitores e comentários motivadores. Enquanto assistia filmes, aulas e palestras, fazia 4 curtas por semestre, a maioria deles erros tremendos que mereciam ir para o lixo, mas um deles, que escrevi, produzi e editei valeu a pena todo o esforço, o curta-metragem <em>Joka Humberto e uma permuta</em>. Filmamos tudo numa cidadezinha do interior do Paraná e foi inesquecível, até hoje somos elogiados por quem assiste o filme, mas esta experimentação, apesar de seu ótimo resultado, nunca foi enviado para concorrer em nenhum festival de cinema, a própria AIC não fez questão disso e o filme ficou no limbo, apenas uma lembrança na memória dos realizadores.</p>
<div id="attachment_354" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/caravana-arco-irirs.jpg"><img class="size-full wp-image-354  " title="caravana arco irirs" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/caravana-arco-irirs.jpg?w=350&#038;h=263" alt="Pessoal da Caravana do Arco Iris. Uma caravana de artistas itinerantes de várias nacionalidades que roda pela america latina. Registramos isso tudo em um documentário dirigido por André Pelicciota, e produzido por mim, pela AIC." width="350" height="263" /></a><p class="wp-caption-text">Pessoal da Caravana do Arco Iris. Uma caravana de artistas itinerantes de várias nacionalidades que roda pela america latina. Registramos isso tudo em um documentário dirigido por André Pelicciota, e produzido por mim, pela AIC.</p></div>
<p>Em Curitiba eu jogava basquete todos os dias numa quadra imensa, de frente para o shopping Curitiba, escapava das chuvas pelas ruas traiçoeiras, cheias de protuberâncias, me apaixonei e me desiludi por uma garota, passei fome, trabalhei como palhaço ( fazendo jus a minha decisão inicial de estudar circo no Rio de Janeiro que nunca foi levada a cabo ), trabalhei no bar Jokers, também como palhaço, comprei roupas de brechó, aprendi os fundamentos do break dance. Eu acompanhava rodas de break semanalmente debaixo do shopping Itália. Era fantástico, eu passava a semana inteira esperando para assistir os confrontos de dança entre a galera underground. E lá o movimento era muito forte. Conhecí os integrantes da banda Wandula, e cheguei a pesquisar a possibilidade de gravar um clipe com eles, que infelizmente nunca foi realizado (ainda devo essa a vocês). Em Curitiba eu fiz amigos, aprendi o que significa distância, entendi que se você não tem persistência pode desperdiçar as oportunidades da sua vida só porque está passando um momento ruim (toda a dureza valeu a pena e continua surtindo efeitos na minha vida) e morei em um pensionato onde acontecia de tudo: Festas, brigas, encontros no meio da madrugada, cerveja, assaltos a geladeira, assaltos de verdade, choro, riso e tédio.</p>
<p>Depois, fui embora de Curitiba. A AIC estava fechando suas portas no Paraná para abrir sede em São Paulo, eu acompanhei a empreitada morando o ano de 2006 na capital paulista.</p>
<p>Apesar do friozinho congelante de Curitiba, eu senti muitas saudades das ruas, da feira, do Largo da Ordem, da rua João Negrão, do aspecto alemão de algumas construções, como da fábrica de chá matte, das noites malucas em que eu saia para beber com os amigos do pensionato ou da AIC, das aventuras na tentativa de fazer cinema (quebrando a cara na maioria das vezes), de toda a bagunça. Ficou para trás aquele tempo estranho e bonito. Tempo no qual eu emagrecí, cheguei a perder 7KG, e quando fui pra Vitória passar férias na casa da minha avó, engordei tudo de novo e um pouco mais. Ficou pra trás.</p>
<div id="attachment_353" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/emagreci.jpg"><img class="size-full wp-image-353 " title="emagreci" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/emagreci.jpg?w=350&#038;h=263" alt="Eu no sofá da AIC em Curitiba. Emagreci 7 KG quando dormia lá. A ansiedade me impedia de dormir bem, eu aproveitava os intervalos pra tirar um sono." width="350" height="263" /></a><p class="wp-caption-text">Eu no sofá da AIC em Curitiba. Emagreci 7 KG quando dormia lá. A ansiedade me impedia de dormir bem, eu aproveitava os intervalos pra tirar um sono.</p></div>
<p>Hoje são 27 de maio de 2009, e eu ainda não abandonei o cinema pelo qual me apaixonei em Curitiba. Talvez, se num momento de dureza eu tivesse abandonado o curso, hoje em dia o cinema seria motivo de riso, ou de tristeza, mas me orgulho de dizer que mantenho minha paixão, minha vontade de fazer filmes, e minha produção, por maiores que sejam os problemas, acontecem, sempre de forma independente. Um legado que Curitiba cravou na minha alma. Afinal, foi lá que aprendi a gostar do cineasta russo Andrei Tarkovski. Foi esse cineasta, em seu livro <em>Esculpir o tempo</em>, que me ensinou que o cinema não é mero entretenimento, o cinema pode significar muito mais. O cinema pode ser a sua fé. O cinema pode ser o significado de uma vida, e isso não quer dizer futilidade, o cinema pode ser maior que a vida, em seu significado, em sua execução. Eu passei a respeitar profundamente essa arte, este ofício, esta profissão, esta escolha. Não era apenas por diversão que eu estava alí, era por algo maior. Me lembro também que foi em Curitiba, dentro do meu quarto, que eu lí a frase mais poderosa e contundente da minha vida, que também tinha a ver com os motivos da minha busca, do meu aprendizado:</p>
<p>Coelum non animum mutant qui trans mare currant  ( Os que atravessam o mar mudam o céu acima deles mas não as suas almas ) - Horácio</p>
<p> </p>
<p>A simples leitura dessa frase (a encontrei por puro acaso), por mais trivial que possa parecer, me fez compreender todo o motivo da minha viagem, da minha fuga, da minha busca. Quando eu sai de Brasília, eu queria me modificar como pessoa. Queria me transformar em outra pessoa. Viajei, fugi de mim mesmo acreditando que deixaria tudo para trás. Mas como escapar da própria sombra? Anikulapo é uma palavra nigeriana que significa: &#8220;Carrego a morte no meu bolso&#8221;. Eu sou Gustavo Anikulapo, carrego comigo a morte, e dela não tento escapar. A morte, a pessoa que sou, é meu fardo, é minha sina, e dela não tento mais fugir. Aceito-a, carrego bem acomodada até o dia que o tempo decida: &#8220;É hora de sair da mala, de consumir o seu proprietário&#8221;. Eu sou quem sou, posso mudar o céu acima de mim mesmo, mas nunca a minha alma. Eu sou quem sou, e procuro ser bom, ter fé.</p>
<p>Adeus Curitiba, Paraná (dezembro de 2005).</p>
<div id="attachment_357" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/horacioadeus.jpg"><img class="size-full wp-image-357 " title="horacioadeus" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/horacioadeus.jpg?w=400&#038;h=126" alt="Quadrinhos do personagem de Maurício de Souza, Horácio. Inspirado no filósofo Horácio." width="400" height="126" /></a><p class="wp-caption-text">Quadrinhos do personagem de Maurício de Souza, Horácio. Inspirado no filósofo Horácio.</p></div>
<p>A minha aventura existencial me trouxe aqui, de volta a Brasília. Trabalhando na redação do Correio Braziliense, no caderno de Cultura, o tempo estava escasso por conta dos acertos finais para a minha monografia. Resolvi então sair de lá, e mandei um e-mail para uma oportunida de trabalho em outro local. Semanas depois me chamaram, era o pessoal da Secretaria de representação do Paraná em Brasília. Vejam só, na entrevista de contratação, senti uma amizade instantânea, um sentimento de familiaridade com todos que estavam alí, por mais que não fossem nascidos no Paraná, me senti em casa. E cá estou eu. Hoje registrei a inauguração oficial da secretaria, andando com uma câmera no braço o dia inteiro. Eu carreguei essa bebezinha, com sua potência em mini DV (muitos cineastas desprezam), suas lentes aguçadas, para registrar um evento que de cinema não tem nada, mas a habilidade de registrar, o meu interesse pelas pessoas, por fotografar suas almas e seus corpos em movimento, nasceu em Curitiba e se desenvolveu ao longo do percurso da vida. Fazem apenas cinco anos desde que tudo começou, e rende frutos até hoje, espero que para o resto de minha vida.</p>
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/065.jpg"><img class="size-medium wp-image-352 " title="065" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/05/065.jpg?w=300&#038;h=200" alt="Primeiro dia no meu trabalho na Secretaria de representação do Paraná em Brasília" width="300" height="200" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Primeiro dia no meu trabalho na Secretaria de representação do Paraná em Brasília</dd>
</dl>
<p> </p>
<p>Alguns videos realizados em curitiba disponíveis no youtube:</p>
<p><strong>Guerreiros do arco-íris</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://culatra.wordpress.com/2009/05/27/minha-relacao-com-o-parana/"><img src="http://img.youtube.com/vi/qAqnCfYPwPU/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><strong>Noturna</strong><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://culatra.wordpress.com/2009/05/27/minha-relacao-com-o-parana/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Tinm749I4kc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><strong>Joka Humberto e uma permuta<br />
</strong><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://culatra.wordpress.com/2009/05/27/minha-relacao-com-o-parana/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Mp3PSZK2bx8/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/351/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=351&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O homem do rio</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 15:37:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanismo]]></category>
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		<description><![CDATA[
Este é um trecho do filme O homem do rio (Itália, França, Brasil, 1964, 110 min), de Philippe de Broca.
O ator que vocês veem, é Jean-Paul Belmondo, ícone sexual da época, ficou muito famoso por atuar em um dos filmes que marcou o período da Nouvelle Vague, O Acossado, também do mesmo diretor. O homem do Rio é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=347&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://culatra.wordpress.com/2009/05/23/o-homem-do-rio/"><img src="http://img.youtube.com/vi/b2CBmyIahx4/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Este é um trecho do filme <em>O homem do rio</em> (Itália, França, Brasil, 1964, 110 min), de Philippe de Broca.</p>
<p>O ator que vocês veem, é Jean-Paul Belmondo, ícone sexual da época, ficou muito famoso por atuar em um dos filmes que marcou o período da <em>Nouvelle Vague</em>, O Acossado, também do mesmo diretor. <em>O homem do Rio</em> é um filme sobre o roubo de uma relíquia que desemboca em uma perseguição internacional suja, com morte e sequestro. O protagonista atravessa a cidade correndo, sobe em um prédio do setor bancário norte e depois foge de seus algozes montado em uma bicicleta.</p>
<p>O interessante da obra, além de sua importância para o cinema, é o fato de que o filme foi realizado em Brasília 4 anos após sua inauguração. A cidade estava vazia, vários locais onde hoje estão repletos de trânsito, de gente e de edifícios, são mostrados, naquele período, como pura poeira, sem uma alma viva passando por alí. O centro do poder desabitado. Para não dizer que estava completamente vazio, eu contei um carro passando pela paisagem, e certamente deveria ser algum carro oficial, ou coisa do tipo. Em 1964 Brasília era um deserto, o país sofria o primeiro ano do golpe da ditadura militar. A primeira universidade de Brasília (UnB) , projeto de Lúcio Costa, Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, foi praticamente interrompida quando 16 professores foram expulsos, e em solidariedade (e também como protesto político) 223 professores demitiram-se. Um momento único na história de Brasília.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/347/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=347&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>O demônio do meio dia</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/05/21/elogio-ao-tedio/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 00:20:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A aventura humana]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[modernidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Nessa época de semi-automação, quando não apenas os militares, mas os operários tem pouco a fazer além de prestar atenção constante a instrumentos, o problema do comportamento humano em situações monótonas se tornou agudo. Em 1951, o psicólogo Donald O. Hebb, da Universidade McGill, recebeu uma doação do conselho de pesquisa em Defesa do Canadá [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=343&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>Nessa época de semi-automação, quando não apenas os militares, mas os operários tem pouco a fazer além de prestar atenção constante a instrumentos, o problema do comportamento humano em situações monótonas se tornou agudo. Em 1951, o psicólogo Donald O. Hebb, da Universidade McGill, recebeu uma doação do conselho de pesquisa em Defesa do Canadá para realizar um estudo sistemático. Hebb connstatou que a exposição prolongada a um ambiente monótono tem definitivamente efeitos nocivos. O pensamento do indivíduo é comprometido, ele apresenta respostas emocionais infantis, sua percepção visual se torna distorcida e seu padrão de ondas cerebrais é modificado.</p>
<p>- Revista Scientific American, Janeiro de 1957</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class=" " src="http://cigarroesilencio2.zip.net/images/Mafalda.jpg" alt="Mafalda de Quino" width="350" height="181" /><p class="wp-caption-text">Mafalda de Quino</p></div>
<p>Na modernidade o tédio (monotonia que pode converter-se em apatia, letargia, inércia e indiferença) é cada vez mais comum. A vida diária torna-se maçante e voltar a labuta após um final de semana pode ser massacrante. Para o falecido guru espiritual, Osho, o tédio (uma capacidade unicamente humana, os animais não podem sentir tédio, e portanto também não podem atingir o nirvana) é o polo oposto da iluminação. O tédio é a primeira indicação de que uma grande compreensão está surgindo em você, sobre a futilidade, a insignificância, da vida e de seus caminhos&#8221;. A maioria das pessoas foge do tédio buscando distrações:  Você liga a TV, fica horas na internet, lê, procura alguém com quem conversar, busca o sexo, a bebida, a esbórnia. Tudo para não encarar de frente o oco, o vazio natural do ser humano. O que não sabemos é que o ser humano adapta-se rapidamente a qualquer coisa, mesmo que sua vida seja repleta de acontecimentos, em um momento você se acostamará e o tédio fatalmente aparecerá. Nos entediamos com o trabalho, com as pessoas queridas e até com a nossa própria voz e pensamentos.</p>
<p>Bertrand Russel foi um filósofo que viveu entre 1872 e 1970, disse &#8220;Uma geração que não consegue suportar o tédio será uma geração de homens menores&#8221;.</p>
<p>O que fazer então para lidar com isso? Não fomos ensinados pela escola, pelos pais e talvez nem pela nossa própria religião a lidar com isso. O tédio é um sinal de que a nossa alma está pobre ou mal alimentada, e não conhecemos nada a respeito de nós mesmos para tomar uma atitude eficiente. Talvez a atitude mais acertada seja: Não fazer nada, ficar em silêncio, ter paciência. Não agir é uma arte que foi soterrada pela necessidade de urgência, pelo bombardeio midiático constante, pela necessidade atroz de nos mantermos bem informados, de nos mantermos ativos. Não fazer nada é uma arte nos dias de hoje.</p>
<p>Não é a internet, a televisão, o papo furado, o sexo, as festas, a bebedeira que vão extinguir seu tédio. O tédio, na adolescência, por exemplo, é uma passagem necessária. Os pré adolescentes sentem-se apáticos e distanciam-se de tudo. Não sentem mais graça no que faziam antes. Com isso distanciam-se de seus interesses infantis e amadurecem para novas coisas.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://otherbrooksbrother.files.wordpress.com/2008/02/bored.jpg?w=309&#038;h=309" alt="" width="309" height="309" /></p>
<p>O tédio da modernidade é perceber a passagem do tempo quando gostamos de ver a vida voar. Da próxima vez que sentir tédio, entenda como uma oportunidade de agarrar o tempo, de exercitar a paciência de parar de rodar como um tonto.</p>
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			<media:title type="html">Mafalda de Quino</media:title>
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		<title>Lavoura Arcaica</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/05/20/lavoura-arcaica/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 05:59:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[tragédia]]></category>

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		<description><![CDATA[(se não viu o filme, não leia)
 
 
Fiquei inebriado pela beleza das imagens e da música; pela ousadia estética de escapar do lugar comum, de encontrar planos muitas vezes subjetivos para que o espectador vá caçando pedaços e montando a história em sua própria cabeça a partir de fragmentos. No entanto, isso, que muitas vezes é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=339&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;">(se não viu o filme, não leia)</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class=" " src="http://farm2.static.flickr.com/1205/1078940026_76c2773ce7.jpg?v=0" alt="Cena do filme Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho" width="300" height="190" /><p class="wp-caption-text">Cena do filme Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Fiquei inebriado pela beleza das imagens e da música; pela ousadia estética de escapar do lugar comum, de encontrar planos muitas vezes subjetivos para que o espectador vá caçando pedaços e montando a história em sua própria cabeça a partir de fragmentos. No entanto, isso, que muitas vezes é uma qualidade, outras vezes é um problema. O esforço para interpretar o filme atrapalha a compreensão, torna-se enfadonho. O filme fica pesado não pelo conteúdo agressivo e dilacerante da história, mas pela necessidade constante de assimilação interpretação. O cineasta não se preocupa com a didática, isso é tanto uma vantagem, como uma desvantagem.   Confesso que no início do filme lutei muito contra ele. Eu assistia já com a necessidade de criticar, de encontrar defeitos. Achei muitas interpretações e muitas vozes em off completamente desnecessárias ou forçadas demais. O tom choroso da voz de Selton Mello me pareceu extremamente teatral em alguns momentos. Acontece que a narrativa forte, o roteiro impactante nascido a partir do livro de Raduan Nassar, inspirado na história bíblica do filho pródigo, arrebatou minhas emoções. Basicamente a trama se resume da seguinte forma: André vive em uma casa de costumes repressivos. Ele sofre por dois motivos, suas vontades (amar e ser livre) são incompatíveis com os desejos conservadores de seu pai. Ele apaixona-se pela irmã e o relacionamento incestuoso o leva ao desespero. Após sofrer uma rejeição dela, não há mais nada que o integre na unidade familiar, tão prezada pelo pai. Até mesmo o amor que ele tem pelos irmãos, pela mãe, pela vida tranquila, esmorece e ele se vê obrigado a partir. A partida é rápida. O primogênito da casa é enviado pela mãe para encontra-lo e traze-lo de volta ao lar. A história se desenrola com calma, o tempo para que as revelações aconteçam é adequado e perfeito para a fluência. E após o retorno de André a sua casa, os irmãos e o pai se revelam personagens ainda maiores do que aparentavam. O momento em que André está na casa procurando por sua irmã e tudo está vazio, a montagem paralela com a infância e a captura do pombo através de uma armadilha, enquanto ele comete o ato de incesto que o levará para longe,  é muito poético e cinematográfico. Escapa da característica literária e teatral presente em certos momentos da obra, torna-se cinema de verdade. A cena é bela como poucas vezes se viu no cinema.</p>
<p>Da metade para o final do filme eu pude me entregar para aceitar tudo o que era mostrado. A partir da história do faminto passei a assistir com voracidade.A parábola (dentro da parábola) quebra a linguagem recorrente do filme, e é o momento para que você descanse. Quando ocorre a retomada do ritmo original do filme você já está acostumado com a narrativa diferenciada e pode acompanhar o resto do filme com mais tranquilidade. O choque estético é natural, e benéfico no que se refere a renovação do cinema. Mas é difícil de ser aceito enquanto você não tem uma base de comparação, enquanto não tem a oportunidade de por o pé no chão, sua impressão é de que tudo aquilo pode ser apenas um grande delírio do cineasta (neste caso, ainda bem, não é apenas um delírio, tudo tem seu devido lugar). A parábola do faminto é o momento ideal para que se aceite o restante da história.</p>
<p>Apesar de não se tratar do melhor filme brasileiro, como exageram alguns, é uma obra grandiosa e sem precedentes. Não será esquecido.</p>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:1030px;width:1px;height:1px;">Título original: Lavoura Arcaica</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:1030px;width:1px;height:1px;">Diretor: Luiz Fernando Carvalho</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:1030px;width:1px;height:1px;">Elenco: Selton Mello, Raul Cortez, Juliana Carneiro da Cunha, Simone Spoladore, Leonardo Medeiros, Caio Blat</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:1030px;width:1px;height:1px;">Gênero: Drama</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:1030px;width:1px;height:1px;">Duração: 163 min</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:1030px;width:1px;height:1px;">Ano: 2001</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:1030px;width:1px;height:1px;">Cor: Colorido</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:1030px;width:1px;height:1px;">Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:1030px;width:1px;height:1px;">País: Brasil</div>
<p><em>Lavoura Arcaica</em> (2001, 163 min) de Luiz Fernando Carvalho. Fotografia de Walter Carvalho.<br />
Elenco: Selton Mello, Raul Cortez, Juliana Carneiro da Cunha, Simone Spoladore, Leonardo Medeiros, Caio Blat</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Cena do filme Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho</media:title>
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		<title>O herói da enxurrada</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/05/15/o-heroi-da-enxurrada/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 04:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A aventura humana]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[pop]]></category>
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		<description><![CDATA[Nascí e vivo em Brasília e nunca soube de enchentes por aqui. Me contaram que recentemente, naa Asa Norte, acontecem várias por conta do entupimento das canaletas. Minha irmã (que trabalha no final da Asa Norte) me disse que uma vez o serviço dela ficou inundado e interditado por uma semana.
O caso do video abaixo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=336&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Nascí e vivo em Brasília e nunca soube de enchentes por aqui. Me contaram que recentemente, naa Asa Norte, acontecem várias por conta do entupimento das canaletas. Minha irmã (que trabalha no final da Asa Norte) me disse que uma vez o serviço dela ficou inundado e interditado por uma semana.</p>
<p>O caso do video abaixo é singular, a enchente ocorreu na 102 norte, a aguaceira passou pela pista como se fosse um rio, e um herói surgiu para lutar contra a força da água. Após o incidente, o sujeito corajoso ficou apelidado de Leônidas Fontes, o herói de Brasília. Seu nome verdadeiro é Josymar e ele faz parte da companhia teatral Setebelos. Leônidas salvou um carro da enchente, salvou a vida de uma mulher carregada pela água e ainda virou o centro das atenções neste video viral.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://culatra.wordpress.com/2009/05/15/o-heroi-da-enxurrada/"><img src="http://img.youtube.com/vi/LqvNS0Wwx9c/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/336/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/336/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/336/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/336/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/336/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/336/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/336/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/336/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/336/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/336/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=336&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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	</item>
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		<title>Servindo o dorminhoco</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/05/12/servindo-ao-dorminhoco/</link>
		<comments>http://culatra.wordpress.com/2009/05/12/servindo-ao-dorminhoco/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 May 2009 15:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[modernidade]]></category>
		<category><![CDATA[sonho]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou passando por um momento estranho em minha vida. Prestes a me formar em jornalismo, pedi demissão de um estágio que tinha no jornal para poder realizar minha monografia. O que acontece é que uma preguiça terrível tomou conta de mim e eu tenho dormido muito. Minhas aulas são noturnas e quase não vejo animação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=330&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Estou passando por um momento estranho em minha vida. Prestes a me formar em jornalismo, pedi demissão de um estágio que tinha no jornal para poder realizar minha monografia. O que acontece é que uma preguiça terrível tomou conta de mim e eu tenho dormido muito. Minhas aulas são noturnas e quase não vejo animação para acordar de manhã. Semana que vem devo começar a trabalhar em outro lugar, mas enquanto não começo, sinto me um completo inútil. Eis o sonho que tive agora a pouco, depois de acordar muito tarde.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img src="http://fc06.deviantart.com/fs4/i/2004/223/f/c/Sleep_Elemental.jpg" alt="Sleep Elemental, de Morgan Splif" width="400" height="480" /><p class="wp-caption-text">Sleep Elemental, de Morgan Splif</p></div>
<blockquote><p>Em meu sonho eu estava deitado, depois de acordar muito tarde, já eram 11h. Percebi uma movimentação na casa, todas pessoas já tinha acordado há tempos e estavam trabalhando, limpando a casa, cortando a grama. Lavando as louças. E eu com preguiça de sair da cama. Entrou pelo quarto uma empregada doméstica e começou a arrumar as coisas. Ela tinha um aspecto esquisito, e uma tatuagem enorme no braço, eu a via com os olhos semi cerrados para que ela pensasse que eu ainda estava dormindo. E fingi muito bem porque ela não percebeu nada.  Em seguida, duas outras empregadas entraram no quarto, todas usavam uniforme, e trabalhavam para mim. Lembro de ter experimentado a sensação que já tive antes milhares de vezes: &#8220;Nunca me sinto confortável quando sou servido. O trabalho serviçal, na maioria dos casos, pressupõe submissão e hierarquia. Eu odeio ambas as coisas. Não sou dono de ninguém. Mas no sonho eu sentia esse desconforto, como se eu fosse o patrão preguiçoso, e estas pessoas fossem minhas lacaias. Elas comentavam sobre minha aversão ao trabalho. E eu continuei fingindo que dormia. Eu tinha vergonha de acordar, afinal eu já devia ter acordado há muito tempo. Queria que elas saíssem logo do quarto. Foi então que entrou um homem com um cortador de grama pela porta. O chão do quarto tinha mato e grama crescendo. As empregadas começaram a conversar entre sí. De vez em quando eu abria o olho sorrateiramente e observava os rostos delas, mas não tinha coragem de mostrar que já estava acordado. Sentia vergonha de ser tão preguiçoso com todas aquelas pessoas trabalhando a minha volta. O cortador de grama fazia muito barulho, mas eu ainda fingia estar dormindo, a situação estava cada vez mais constrangedora. Eu me sentia humilhado por estar alí, entre todos eles, como se fosse um rico boçal que se aceita servir sem fazer nada. Todos provavelmente tinham acordado cedo, mas eu permanecia com o rosto colado no travesseiro. Uma delas falava: &#8220;Estou cansada, por melhor que eu faça meu trabalho, vou ser  sempre considerada uma empregada&#8221;. E ela limpava com um espanador, mas fazia aquilo só para mostrar que estava limpando. As outras amigas aconselhavam: &#8220;Faça seu trabalho e ganhe seu salário. Não seja idiota, estamos aqui pelo trabalho, e não por esse sujeito preguiçoso&#8221;. Quanta vergonha. Elas limpavam até a poeira em cima de mim. Haviam teias de aranha se acumulando, e muita poeira sobre o meu corpo. É como se eu estivesse deitado há milênios, e minha vista e meus músculos pesados. Eu senti o peso da inutilidade. A vergonha de não trabalhar e de ser servido  como se fosse um rei. Detesto isso. Acordei. Levantei com os músculos cansados. A realidade pueril erigida durante a alucinação se foi e voltei para a vida real.</p></blockquote>
<p>A ilustração é do Francês Morgan Splif. Você pode ver outros desenhos dele aqui:</p>
<p><a href="http://www.bwoup.com/accueil.php">http://www.bwoup.com/accueil.php</a></p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.bwoup.com/mygfx/Illustrations/gt-paintings_hinata.jpg" alt="" width="282" height="400" /></p>
<p> </p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.bwoup.com/mygfx/Illustrations/gt-paintings_gazmoutarde.jpg" alt="" width="280" height="400" /></p>
<p> </p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.bwoup.com/mygfx/Illustrations/gt-paintings_lobotomieconstrictor.jpg" alt="" width="248" height="400" /></p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.bwoup.com/mygfx/Illustrations/gt-paintings_dz-vlan.jpg" alt="" width="178" height="400" /></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/330/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=330&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Sleep Elemental, de Morgan Splif</media:title>
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		<title>Google Search Wiki</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/05/05/bom-google/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 03:49:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[informação]]></category>
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		<description><![CDATA[Internautas de plantão, o google inaugurou um novo serviço bem interessante, é o Google Search Wiki. A partir de agora, as buscas feitas pelo Google apresentam resultados com novos ícones interativos. O usuário pode ordenar os sites de sua busca por relevância, elevando-os ou rebaixando-os, excluindo ou adicionando novos sites e pode também fazer comentários [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=326&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Internautas de plantão, o google inaugurou um novo serviço bem interessante, é o Google Search Wiki. A partir de agora, as buscas feitas pelo Google apresentam resultados com novos ícones interativos. O usuário pode ordenar os sites de sua busca por relevância, elevando-os ou rebaixando-os, excluindo ou adicionando novos sites e pode também fazer comentários públicos sobre os sites, que ficam registrados nas buscas do Google.</p>
<p>Amay, o engenheiro chefe do Google explica melhor: (inglês)</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://culatra.wordpress.com/2009/05/05/bom-google/"><img src="http://img.youtube.com/vi/t8Pl1H0dIXE/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>O google tem inúmeras outras utilidades, é o verdadeiro canivete do usuário. Confira algumas:</p>
<blockquote><p><strong>Busca de blogs:</strong> http://blogsearch.google.com.br/<br />
<strong>Google dia das mães:</strong> http://www.googlediadasmaes.com.br/<br />
<strong>Google Maps:</strong> http://maps.google.com.br/<br />
<strong>Google Latitude:</strong> http://www.google.com/intl/pt-BR_br/latitude/intro.html</p></blockquote>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/326/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/326/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/326/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/326/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/326/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/326/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/326/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/326/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/326/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/326/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=326&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
		</media:content>

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	</item>
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		<title>Morrer em Brasília</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/04/30/morrer-em-brasilia/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 06:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A aventura humana]]></category>
		<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[reclamação]]></category>
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		<description><![CDATA[Mau negócio&#8230; morrer no Distrito Federal é um péssimo negócio. Isso é o que diria Agripino Souza, se fosse vivo.

Agripino acordou na terça-feira, 14 de 2007 com dores abaixo das costelas. Acordou mais cedo do que o de costume. Estava preocupado demais, uma queimação no estômago. Não sentiu fome na hora do almoço e toda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=317&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Mau negócio&#8230; morrer no Distrito Federal é um péssimo negócio. Isso é o que diria Agripino Souza, se fosse vivo.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="asasas"><img class="aligncenter" title="http://florestadeconcreto.files.wordpress.com/2008/12/a-morte.jpg?w=325&#038;h=549" src="http://florestadeconcreto.files.wordpress.com/2008/12/a-morte.jpg?w=325&#038;h=549" alt="" width="325" height="549" /></a></p>
<blockquote><p>Agripino acordou na terça-feira, 14 de 2007 com dores abaixo das costelas. Acordou mais cedo do que o de costume. Estava preocupado demais, uma queimação no estômago. Não sentiu fome na hora do almoço e toda a família notou como ele estava estranho. &#8220;Vô, o que o senhor tem? Não vai comer?&#8221;. Agripino tentou responder, mas não tinha voz, estava atônito e fraco, sua pele demonstrava a palidez. A filha, que morava na mesma casa, pediu ao pai que deitasse e descansasse. Agripino fez o que a filha mandou, deitou e descansou&#8230; para sempre.</p></blockquote>
<p>Na morte todos somos iguais. Pelo menos é o que se espera: providência divina pela justiça. Depois de tanto sofrer injustiças em vida, a morte é uma &#8220;fase&#8221; em que podemos finalmente relaxar e encontrar nosso pedaço de terra para descansar o corpo. Agripino não foi assim tão sortudo.</p>
<p>Leila, a filha de Agripino, raspou o dinheiro que guardava no fundo da conta bancária. A humilde família fez o enterro, a missa de sétimo dia e pagou uma cova perpétua para o pai. No primeiro ano, visitou o pai mensalmente. Leila contava os problemas em casa e sentia a diferença na vida com a ausência do pai. Com o luto passando, Leila começou a pegar o jeito de viver sozinha, e naturalmente (e também saudavelmente) passou a visitar o túmulo com menos frequência. Em janeiro de 2009  Leila quis fazer uma visita no dia que seria comemorado o aniversário de Agripino. Ela chegou ao cemitério Campo da Esperança, fez o caminho de sempre até o túmulo e quando se abaixou, notou algo diferente. Primeiro, a inscrição da lápide era outr. E vejamos&#8230; o nome do falecido era outro. Leila levantou-se confusa &#8220;Será que eu errei de caminho?&#8221;. Por mais de um ano visitando o cantinho do pai, haveria de ser possível esquecer o caminho? Não. Ela estava no lugar certo. O que aconteceu? A carcaça de Agripino fora sumariamente recolhida para dar lugar a outro moribundo: Sérgio Silveira. &#8220;Nunca vi mais gordo&#8221;, pensou Leila.</p>
<p>Ela compareceu na administração munida de documentos provando que pagou o valor pelo túmulo perpétuo de seu pai. O pagamento estava em dia, mas ela soube que a sepultura do pai fora violada e  a ossada removida.</p>
<p>A empresa Campo da Esperança Serviços Limitada ( empresa que monopoliza o controle dos seis cemitérios existentes no Distrito Federal) ,  quando questionada sobre o fato da sepultura de Agripino ter sido violada, alegaram que receberam a liminar de um juiz que lhes dá direito de tirar até mesmo os túmulos perpétuos.  Segundo o filme de zumbis de George Romero: Quando o inferno estiver lotado, os mortos caminharão sobre a terra.</p>
<p>Pois parece que Agripino está andando por ai, procurando um lugar para descansar em paz. Enquanto isso o cemitério fatura duas, três, quatro vezes, por cada túmulo. A CPI dos cemitérios, está morta e a empresa bem vivinha. O deputado do PMDM Benício Tavares deu o caso por encerrado.</p>
<p> Se está pensando em morrer, pelo menos espere pela mudança de administração.</p>
<p>* AGRIPINO E LEILA são personagens fictícios, mas ilustram uma situação real. A ficção a serviço da clareza.</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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		<title>Três noites em Curitiba</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 03:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[Gustavo estava sozinho em mais uma noite solitária em Curitiba. O quarto, um cubículo separado do quarto posterior por uma fina parede. O livro na mesa ao lado não era a bíblia, mas uma frase fez Gustavo chorar na noite passada. A frase foi tão contundente que o causou uma assustadora e inesperada catarse. O livro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=311&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Gustavo estava sozinho em mais uma noite solitária em Curitiba. O quarto, um cubículo separado do quarto posterior por uma fina parede. O livro na mesa ao lado não era a bíblia, mas uma frase fez Gustavo chorar na noite passada. A frase foi tão contundente que o causou uma assustadora e inesperada catarse. O livro contava as histórias de um jornalista inglês vivendo desventuras em terra alheia. Um livro sobre um homem fútil vivendo só, por dinheiro e diversão. Já no final do livro, quando todas as peripécias já tinham se encerrado, o jornalista fazia suas considerações finais, quando mencionou a frase mais incrível e assustadora. A frase caiu sobre mim com um peso desgraçado. Uma sensação de solidão sem sofrimento tomou conta de todo o meu corpo, que tremeu em constritos espamos controlados, lágrimas brotaram e a catarse ocorreu.</p>
<blockquote><p>Coelum non animum mutant qui trans mare currant  ( Os que atravessam o mar mudam o céu acima deles mas não as suas almas ) - Horácio</p></blockquote>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://fc08.deviantart.com/fs25/f/2008/184/7/b/Curitiba_panning_by_szev.jpg" alt="" width="146" height="196" /></p>
<p>Deitado em meu travesseiro, lembrava da noite anterior. Um momento mágico ao ler uma simples frase, e chorar. É curioso a forma como palavras proferidas centenas de anos atrás podem ressonar com tanto poder até hoje. As palavras continham tanta verdade que permanecem vivas, imortais, plenas e atuais. Podem causar tanto impacto quando ditas na hora certa, no momento certo, captadas por uma mente pronta e disposta a aceita-las. Eu era um estrangeiro em terra alheia buscando a modificação de minha essência, buscando uma verdade que não a minha própria, e ao ler aquela frase poderosa percebi o verdadeiro motivo de toda a minha busca espiritual.</p>
<p>Fiéis de uma igreja passaram abaixo da janela &#8220;Jesus Cristo é nosso senhor, Amém. Amém. Amém.&#8221;. Já estava ficando tarde, o vizinho após a parede desligou o som e foi dormir, o ponteiro das horas caminhou alguns centimetros. Dois pipocos eclodiram do silêncio confortável da rua João Negrão, próximo ao teatro Paiol, da periferia Curitibana. Cada pipoco foi precedido por um clarão. Gustavo se levantou e viu dois homens correndo, um deles carregava uma bicicleta.</p>
<p>Um rapaz de cabelos longos veio caminhando com a mão na barriga: &#8220;Eu levei um tiro. Socorro. Alguém me ajuda&#8221;.</p>
<p>Certas palavras tem a hora certa para serem pronunciadas. São palavras pesadas, que não devem sair da boca de ninguém quando não se está falando sério: amor é uma delas, socorro é outra&#8230;</p>
<p>Socorro. Ele pedia, caminhando já sem forças, alvejado por um tiro no meio da barriga. Gustavo com a testa encostada na janela observou os passos trópegos do rapaz na rua. &#8220;Poderia ter sido eu, é um irmão&#8221;. A identificação, o amor pelo próximo o obrigou a descer as escadas para acudir a pobre vítima da violência de uma cidade modelo. Há essa hora uma viatura pode demorar até meia hora, existem muitos casos mais urgentes do que um rapaz classe média baleado na boca da madrugada.</p>
<p>Formou-se uma pequena multidão em volta do rapaz atingido. Ele estava deitado no chão, sua mochila ao lado. Um homem estava ajoelhado diante dele: &#8220;mantenha-se acordado! Não dorme! Não dorme!&#8221;. Se dormir vai morrer.</p>
<p>Jesus Cristo é o nosso senhor. Amém. Amém. Amém. O Grito dos fiéis repercurtia pelas ruas. É o eco do passado. As ruas solitárias. O medo da morte. A solidão. A morte. Os malditos indicadores sociais dizendo quão baixa está a nossa situação. Um tiro na barriga perfurando orgãos vitais. A compaixão de anjos transeuntes. Alguém se importa com você? Leve um tiro na barriga e verá.</p>
<p>Alguém fez a ligação do orelhão. A ambulância demorou para chegar, e quando chegou, o olhar do rapaz já estava fundo, como se estivesse  vendo por trás de seus olhos. A fraqueza, a incapacidade de levantar um braço sequer, de jogar para fora dos pulmões o ar suficiente para desenhar um ruído compreensível. No que estarará pensando o futuro moribundo? &#8220;O que acontecerá comigo agora? Alguém avisa a minha mãe. Eu amo a minha mãe&#8230; preciso dizer isso a ela. Meus irmãos, meu pai, meus avós, minha namorada, minha vida, meu sangue escorrendo, manchando minha camisa branca que usei para não ostentar nenhuma marca. Alguém me salva. Eu quero viver. Desculpa. Pra que tudo isso? Porque eu fui me meter a fazer essa droga de curso de inglês? Os caras fizeram isso por causa da minha bicicleta&#8230; porque eu não joguei a bicicleta no chão? Eu estava nervoso, eles também. Eles tinham a pólvora, e eu uma barriga&#8221;.</p>
<p>O som do tiro não acordou muita gente. Um cachorro latiu, pouca gente viu. Gustavo tinha uma cama do lado da janela e se levantou para observar os dois pipocos que saíram do cano de aço. No dia seguinte um jornalista se preocupou em publicar uma notinha de 5 linhas sobre a morte do rapaz.</p>
<p>Quando os bombeiros chegaram na cena o rapaz ainda respirava. Eles gastaram um bom tempo checando os documentos do garoto, guardados dentro da mochila. Não deu tempo de salvar a vida do rapaz, tinha que verificar primeiro quem era &#8220;quem estamos salvando? Será que estava comprando drogas? Se for, deixa ele morrer&#8221;, foi por isso que o &#8220;salva vidas&#8221; atrasou tanto para colocar as drogas das mãos no volante, e a merda dos pés no acelerador.</p>
<p>No outro dia o grito dos fiéis ainda ecoava pelos becos vazios. Prostitutas, travestis, bandidos e demais seres da noite escutaram as preces: Jesus Cristo, Nosso senhor. Amém. Amém. Amém. </p>
<p>O sangue lavado. A vida prossegue.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/311/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=311&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Certa vez, na vida de um malandro</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/04/27/certa-vez-na-vida-de-um-malandro/</link>
		<comments>http://culatra.wordpress.com/2009/04/27/certa-vez-na-vida-de-um-malandro/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 02:59:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção]]></category>
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		<description><![CDATA[
Jota e Cumpadi passeando pelas ruas escuras durante a madrugada instigante. O perigo a espreita, a selvageria noturna, tudo é estimulante. Viver de verdade é ter com a coragem na selva urbana, exposto aos riscos. É saber lidar com a manha das ruas, carregar nos ombros o mesmo peso que todo o povo tem, com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=307&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://tbn0.google.com/hosted/images/c?q=c4df465fdd6f578d_large" alt="" width="249" height="348" /></p>
<p>Jota e Cumpadi passeando pelas ruas escuras durante a madrugada instigante. O perigo a espreita, a selvageria noturna, tudo é estimulante. Viver de verdade é ter com a coragem na selva urbana, exposto aos riscos. É saber lidar com a manha das ruas, carregar nos ombros o mesmo peso que todo o povo tem, com jogo de cintura para sair de fininho, é saber revidar um murro na cara, de preferência tendo sabido antes se esquivar, é saber controlar a bebedeira para não passar mal, é saber o jeito certo de se prosear para se conseguir o que quer. Assim vive um natural malandro, nascido nas ruas, notívago por profissão.</p>
<p>Olha quem vem chegando, os meganhas com seu carro de preto e branco, fumegando de ódio, carregam uma insígnea valiosa: Vale o direito de ter o poder da humilhação em nome da justiça. São os poliça.</p>
<p>Jota: Tá limpo aí rapá?<br />
Cumpadi: Limpo o caralho. To carregando um baseado dentro da carteira de caretas.<br />
Jota: Não dá mais pra jogar fora essa porra, passa pra cá.</p>
<p>Cumpadi passa a carteira de cigarros pra Jota, que abre a carteira, esconde o baseado na ponta da mão e leva até a boca. Enche a língua de saliva e engole de uma vez só. Desce rasgando.</p>
<p>A viatura se aproxima e para. Depois da habitual &#8220;Mão na parede&#8221;, o meganha se aproxima. &#8220;Que merda é essa que tu botou na boca?&#8221;. Era uma baita trouxinha que ninguém mais vai saber da existência. Não tem flagrante. O policial pega a mão de Jota e cheira a ponta dos dedos: &#8220;Eu sei que cheiro é esse!&#8221;, diz o meganha, &#8220;vai passear seu pivete&#8221;, e liberam o Jota que sai sem olhar pra trás. Cumpadi sozinho com o meganha sente o bafo podre perto do ouvido &#8220;Agora vai ter rapá, porque eu te conheço de outras! Já te vi andando por ai, e hoje tu vai pra cadeia porque sei que tu engoliu um fumo e tá tudo nesse bucho, mas quando sair de dentro das suas tripas, eu mesmo vou providenciar a verificação! Se eu achar um baseado no meio da bosta tu vai levar muita porrada e vai ficar em cana na cadeia pra valer! Por isso, por enquanto vai ficar em cana suave até conseguir cagar essa bosta&#8221;.</p>
<p>E assim Jota perdeu o direito de resposta e foi parar no xilindró, uma cela especial que a polícia mantém para leves delitos. Quando cagar, se virem o baseado no meio da merda toda, vai pro buracão, a penitenciária da Papuda do Distrito Federal. Tudo isso porque o cuzão de um policial não foi com a cara de um malandro que viu passar. &#8220;Desordeiro, mandrião, pixador, maconheiro&#8221;, diz o policial quando vê Jota atrás das grades provisórias, sem apagar do rosto um disfarçado sorriso de quem sabe o que faz, de quem sabe jogar.</p>
<p>E assim passam as horas dentro da cela da Delegacia de Polícia de São Sebastião. A paranóia não perdoa: &#8221;Se eu cagar vão me pegar&#8221;. E é aí que o malandro mostra seu potencial.</p>
<p>Jota: Tu veio parar aqui porque?<br />
Dito: Bati na cara do meu irmão. Tú acredita que ele ligou pra polícia? Meu próprio irmão?<br />
Jota: E ai? Tu vai fazer o que quando voltar?<br />
Dito: Vou embora cara. Não sou querido lá em casa. Meu irmão tá me botando pra fora de casa.<br />
Jota: O que tu fez?<br />
Dito: Comi a empregada.<br />
Jota: Tu é um vagabundo mermo!</p>
<p>Cagam de rir, não propriamente defecando. &#8220;Vamo fazer silêncio aí dentro que já passam das quatro da madruga e vocês tão pagando pena, caralho!&#8221;</p>
<p>Jota: (sussurrando) E vai embora como? Tem grana?<br />
Dito: To com uns trocados ai. Não sei como vou. Quero encontrar com a parentaiada lá de Rio Verde, Goiás. Lá o povo me acolhe bem que só. Ainda servem um porco na brasa pra festejar a chegada, e cachacinha de primeira.<br />
Jota: Tu quer ganhar vinte conto? Juntando com o que tu tem, dá pra pagar a tua passagem.<br />
Dito: Depende pra que.<br />
Jota: Quero pagar vinte conto na tua merda. Quero comprar tudo o que tu cagar hoje.<br />
Dito: Minha merda? Pra que tu quer a minha merda?<br />
Jota: To pagando 20 conto pela merda, faço o que quiser com ela, não é da sua conta! A única coisa que tu tem que fazer, se alguém perguntar, é dizer que é minha! Não vale assumir a obra de arte!<br />
Dito: Ohhh que tá estranho esse papo! Quero 30 conto!<br />
Jota: Fechou. 30 conto. Nem mais nem menos. 30 conto pela merda.</p>
<p>Meio desconfiado, Dito não precisa esperar mais de uma hora. O intestino já estava engarrafado. Caga no chão mesmo, em cima de um jornal velho.</p>
<p>Dito: Taí a princesinha!</p>
<p>Jota fica agachado em cima da bosta como se fosse ele próprio o autor de toda a fossa. Chama o policial e ganha sua liberdade, afinal, depois da verificação não tem nenhuma trouxinha me maconha no meio daquela diarréia. O preço da merda não saiu tão caro, visto que valeu a liberdade de Jota e ainda custeou uma passagem de Dito pra Rio Verde. Quem ficou mal foi o policial espertalhão, os dedos não pararam de feder e nem assim arrumou motivos pra humilhar um mandrião.</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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		<title>Entrevista com Isabel Clemente</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/04/21/entrevista-com-isabel-clemente/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 13:25:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[certas pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[No meu último semestre do curso de jornalismo, faço do quarto semestre, por tê-la reprovado, Técnicas de Entrevista e Reportagem. O professor  se chama Leandro Fortes, ele escreve para a revista Carta Capital e tem um nome importante no mundo jornalístico. Nas horas vagas ele corrige nossas provas e amedronta nós alunos. Eu mesmo já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=302&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>No meu último semestre do curso de jornalismo, faço do quarto semestre, por tê-la reprovado, <em>Técnicas de Entrevista e Reportagem</em>. O professor  se chama Leandro Fortes, ele escreve para a revista Carta Capital e tem um nome importante no mundo jornalístico. Nas horas vagas ele corrige nossas provas e amedronta nós alunos. Eu mesmo já recebí algumas provas corrigidas por ele apenas para me sentir analfabeto e péssimo profissional, mas valeu o aprendizado, tomei gosto pelo ofício naquela aula. Tomei medo dos &#8220;ques&#8221; dos &#8220;suas&#8221; e de outros vícios de linguagem que devo cometer sem perceber. Enfim, semana passada a prova prática foi entrevistar uma jovem e bem sucedida jornalista.</p>
<blockquote><p><span style="font-family:'Times New Roman';font-size:small;">A jornalista carioca Isabel Clemente, repórter da Revista Época na sucursal de Brasília, fala sobre sua experiência para os alunos do quarto semestre de jornalismo do IESB. Com 14 anos de experiência no mercado de trabalho, Isabel fala sobre sua carreira, desde 1995, quando já trabalhava como repórter de economia da sucursal do jornal de negócios e finanças de São Paulo, DCI. Em seu currículo a jornalista, formada pela PUC (RJ), tem passagem por grandes veículos de comunicação como o Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo, além de experiência internacional em Londres, Inglaterra. Isabel fala sobre a relação do repórter com a fonte, sobre seu aprendizado no início de carreira. Entre seus prêmios, constam: Prêmio Onip de menção honrosa, pela matéria De comprador a vendedor; Prêmio Caixa de jornalista impresso pela reportagem Elas morreram de parto e o Prêmio Alexandre Adler de jornalismo em saúde pela matéria Aborto: Sim ou não?.</span> </p></blockquote>
<p><strong>Como foi seu aprendizado no início de carreira?</strong></p>
<p><span style="font-family:'Times New Roman';font-size:small;">Quando estava começando, conheci o repórter José Roberto de Alencar (falecido em 12/06/2007), ele era da velha guarda do jornalismo, era doidinho. Fazia aquele tipo de jornalista em extinção que fica com um cigarro do lado e uma maquina de escrever. O jornalismo para ele era apurar e escrever. Foi meu padrinho profissional. Através dele eu percebi que havia todo um mundo por trás do jornalismo. Além disso, fiquei 15 dias em treinamento intensivo na Folha de S. Paulo, lá os jornalistas foram me mostrando, cada um a sua maneira, sobre como é o jeito de se trabalhar. Quando entrei para a Folha, fui muito cobrada durante os quatro anos que estive lá. Eles tem um manual de redação muito rígido, e por ter começado na editoria de economia, fiquei muito detalhista na apuração, você lida com números não pode cometer erros. Minha fama é de que eu nunca paro de apurar, nunca.</span> </p>
<p><strong>Como é a sua relação com as fontes?</strong></p>
<p><span style="font-family:'Times New Roman';font-size:small;">A sua grande bagagem, ao longo da carreira, é a agenda telefônica e o conhecimento. A relação com a fonte tem que ser muito cuidadosa. Eu sempre ouvi dizer: “Em Brasília a relação com a fonte é muito promíscua”. Em um dia você entrevista alguém, no outro dia encontra a pessoa no restaurante e fica naquele impasse, se precisar ligar para a pessoa para fazer uma pergunta séria. Mas eu não tenho uma fonte só, o importante no jornalismo não é saber a informação, é ter o telefone de quem sabe. Eu conheço alguns arapongas (gíria para aquele que investiga, que fareja a informação e espiona), advogados, economistas, com estes eu bato um papo, vou almoçar, mas não gosto de intimidade física. É saudável essa distância entre repórter e entrevistado.</span> </p>
<p><strong>Ser mulher impõe alguma dificuldade ao trabalho?</strong></p>
<p>Atrapalha um pouco. Uma vez, por exemplo, fui ao acampamento do MST com o fotógrafo e de repente todo mundo sumiu. Fiquei cercada daqueles homens, com as crianças se aproximando, puxando a minha roupa. Se eu fosse homem não me sentiria constrangida nessa situação. Mas nunca fui assediada. Aqui no congresso já presenciei situações diversas. Tive um chefe que dizia “você precisa bater muito neles até ganhar respeito”, mas eu penso diferente, você precisa de uma postura de seriedade para ser respeitado.</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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		<title>Sonhei com a guerra</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 15:21:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[contra-cultura]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[israel]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[palestina]]></category>
		<category><![CDATA[tragédia]]></category>

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		<description><![CDATA[Tive um pesadelo a noite passada, e o pior foi a semelhança da ilusão onírica com um acontecimento recentemente veiculado pela TV.
No pesadelo eu era uma espécie de guerrilheiro que lutava ao lado dos Israelenses. (Não sei porque eu estava do lado de Israel, geralmente eu me posiciono contra, quando o assunto é o embate entre Israel e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=296&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Tive um pesadelo a noite passada, e o pior foi a semelhança da ilusão onírica com um acontecimento recentemente veiculado pela TV.</p>
<blockquote><p>No pesadelo eu era uma espécie de guerrilheiro que lutava ao lado dos Israelenses. (Não sei porque eu estava do lado de Israel, geralmente eu me posiciono contra, quando o assunto é o embate entre Israel e Palestina) E haviam outros guerreiros armados como eu, mas eu nunca os via. Nós todos nos matinhamos o tempo inteiro atrás de umas grades, de tocaia. Do outro lado das grades passavam pessoas comuns, cidadãos e vez ou outra passavam inimigos armados que nos alvejavam com disparos, granadas e pedras. Eu me matinha o mais bem escondido possível. De início, para mim, tudo parecia um jogo. Foi quando eu encontrei uma metralhadora e disparei uma saraivada de balas contra as pessoas. Eu vi uma mulher inocente ser baleada pelos meus tiros perdidos. Os tiros destruíram o corpo dela, ví apenas uma mancha vermelha se formando, e as pessoas em volta gritavam desesperadas. Foi aí então que eu notei que não se tratava de uma brincadeira, mas era algo muito sério, percebi que estava em uma guerra e comecei a ter medo. A partir daí, no sonho, eu passei a me proteger dos inimigos, pois temia ter o mesmo destino que cause àquela mulher. Quando passavam carros atirando eu ficava escondido o maior tempo possível e atirava só quando tinha certeza de que não erraria o alvo. Depois de um tempo, quando as munições estavam acabando, eu era um dos poucos sobreviventes. Meus aliados haviam morrido. Foi quando um inimigo entrou com uma pistola e tentou me atacar. Eu e ele brigamos até que eu o matasse. Não lembro mais detalhes do sonho.</p></blockquote>
<p>Esse sonho me chamou atenção. Eu não costumo me lembrar muito dos meus sonhos, nem muito menos contar às pessoas, mas narrei a história para algumas pessoas. Hoje, um pouco mais lúcido, começo a me recordar de onde veia a idéia que originou esse sonho. Está rolando em Brasília uma mostra de filmes documentários: <em>É tudo verdade</em>, e entre os filmes programados, há um filme Israelense chamado Z32, do diretor Avi Mograbi. O filme coleta testemunhos de soldados que serviram nos territórios ocupados e mataram palestinos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class=" " src="http://d.yimg.com/x/pi/news/brpress/j/2365901573i.jpg" alt="Filme Z32, do diretor Avi Mograbi" width="315" height="210" /><p class="wp-caption-text">Filme Z32, do diretor Avi Mograbi</p></div>
<p>Um dia após o sonho, assistí uma notícia na TV que me causou náuseas. Um desconforto físico. Foi o caso do cidadão palestino, Bassan Abu Rame, que protestava contra a construção de uma barreira na Cijordânea. Os soldados Israelenses, por trás da proteção, eram alvo de protestos. Então um dos soldados atirou uma bomba de gás para espantar a multidão mas a bomba atingiu em cheio o peito de Bassan. Quando atingido, ele rolou pelo chão com o corpo já quase sem vida, ainda tentou se levantar, mas não resistiu e morreu. A notícia repecurtiu no Brasil porque Basssan  Abu usava uma camisa verde do time de futebol brasileiro Palmeiras.  Ele gritava de longe da barreira, e o soldado disparou na intensão de afastar os protestantes, mas o tiro foi fatal. Confesso que a notícia, e o grito de dor e a atitude do soldado me causaram náuseas e eu não pude deixar de associar o acontecimento ao meu sonho.</p>
<p>Assista o video.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://culatra.wordpress.com/2009/04/18/sonhei-com-a-guerra/"><img src="http://img.youtube.com/vi/0qst8Ch7pWg/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/296/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/296/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/296/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/296/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/296/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=296&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Filme Z32, do diretor Avi Mograbi</media:title>
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	</item>
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		<title>Samba afromacarrônico</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/04/10/samba-afromacarronico/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 06:56:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[contra-cultura]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
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		<description><![CDATA[* Entrevista com Kiko Dinucci
Músico, compositor, desenhista, cineasta e ex-professor de violão de alunos entre 7 e 14 anos. Nasceu em São Paulo em 1977. Kiko Dinucci é o pai do inspirado grupo de samba  Kiko Dinucci e o bando afromacarrônico ( myspace ). A banda tem influências diversas, mas faz uma mistura de estilos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=290&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>* Entrevista com Kiko Dinucci</p>
<p>Músico, compositor, desenhista, cineasta e ex-professor de violão de alunos entre 7 e 14 anos. Nasceu em São Paulo em 1977. Kiko Dinucci é o pai do inspirado grupo de samba  Kiko Dinucci e o bando afromacarrônico ( <a href="http://www.myspace.com/afromacarronico" target="_blank">myspace </a>). A banda tem influências diversas, mas faz uma mistura de estilos muito  saudável e criativa, o CD da banda é o <em>Pastiche Nagô</em>. Ele tem outra banda chamado Duo Moviola, em parceria com o Douglas Germano, que faz sons experimentais inspirados no cinema e na vanguarda da música paulistana. O cara também desenha HQs e ilustrações e fez um documentário chamado <em>Dança das cabaças &#8211; Exu no Brasil</em>, sobre o orixá Exu, e sua presença no imaginário brasileiro.</p>
<blockquote><p>Canta, gira, dança samba Santa Bamba<br />
Bumbo, tambú, também o tambor, tá bom tá aqui<br />
Canta, gira, dança samba santa bamba</p>
<p>Caxerenguengue, rompe, arranca uma moringa<br />
Alambique cospe cana e o calango golando a pinga<br />
Da calunga ao calundu<br />
Mamulengo ao mulambo<br />
Monjolo de mulungu<br />
Angorá gora o angú</p>
<p>- Letra da música <em>Santa Bamba</em> (Fabiano Ramos Torres/Kiko Dinucci)</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class=" " src="http://img145.imageshack.us/img145/5131/fotocapaqb7.jpg" alt="Pastiche Nagô: Cd do bando Afromacarrônico" width="300" height="300" /><p class="wp-caption-text">Pastiche Nagô: Cd do bando Afromacarrônico</p></div>
<p>Ai vai o material bruto ligeiramente editado de uma entrevista com este plural artista.</p>
<p><strong>PROFESSOR DE PORTUGUÊS</strong></p>
<p>Sou professor de violão  até a semana que vem. Depois vou pedir as contas. Tá no meio da encruzilhada. De um lado está a educação, do outro as coisas de arte. Aí eu estou empacado no meio do caminho. Gosto de ficar com tudo de um lado só. Aqui na escola tem um horário regular, aí o ser humano não aguenta.</p>
<p>Eu dava aula para alunos de 7 a 14 anos.   É muita responsa ficar preparando aula, o aluno está cada dia de um jeito. Tem que arrancar uns cinco coelhos da cartola por dia para dar aula.</p>
<p><strong>COMPOSIÇÕES E O BANDO</strong></p>
<p>Fiquei muito tempo compondo e enfiando as coisas na cabeça. O ato de fazer e criar já estava maravilhoso para mim, mas não rola. Você compõe, tem que mostrar.</p>
<p>O bando afromacarrônico foi um time que montei para mostrar as coisas que estava criando. No começo a idéia era trabalhar com certas linguagens do samba paulista, mas com o tempo foi entrando gente e começou a aparecer as influências de cada um. Cada membro trouxe uma novidade e a salada foi se formando. Então a proposta de tocar o autêntico samba paulista hoje em dia não faz tanto sentido.</p>
<p>Ai depois o Julio César (percursão) começou a botar muita coisa caribenha, então já ficou com uma cara diferente. A Railídia (voz) é de Belém do Pará, também já trouxe outros ritmos como o carimbó, coisa e tal. Cada um trouxe o seu universo para o grupo.</p>
<p>A banda começou em 2004, por ai. A gente tocava uma vez por semestre, era quase um grupo fictício. Aí recebemos um convite para tocar num bar de samba e choro que se chama Ó do borogodó, que fica na Vila Madalena. Ai começamos a tocar nesse bar a cada dois meses, depois a dona do bar nos chamou pra tocar todas as quartas.</p>
<p>A partir dai começamos a experimentar repertório, e foi quando eu passei a me preocupar mais com arranjos. Antes o pessoal falava: &#8220;Vamos tocar um samba ai. Então tá. Faz um fá maior e vãobora&#8221;.</p>
<p>Lá (no Ó do Borogodó) a gente começou a experimentar arranjos e isso começou a se tornar o próprio ensaio. Até hoje é o unico dia que tenho da semana para pensar no grupo é nessa quarta-feira ao vivo. Então acaba se tornando um ensaio remunerado em frente do público. Aí começamos a tocar bastante. Chegou uma hora que tinha que gravar o disco, não tinha jeito.<br />
<strong>EVOLUÇÃO NAS COMPOSIÇÕES</strong></p>
<p>Quando eu compunha sambas, eu tinha uma idéia na cabeça de compositor que era de um período pré bossa nova, em que só a melodia cantada na mesinha do bar já funcionava. Se você pegar, por exemplo, o Saudade da Amélia e batucar no bar, já mostra o que é a música. Não precisa de mais nada.</p>
<p>Eu fui entender Tom Jobim depois. Essa coisa de ter um arranjo de caminho junto com essa canção, que talvez seja tão importante, e muitas vezes mais importante que a própria canção. Ai de uns três anos pra cá fiquei muito focado nisso. Decidi: Vou fazer arranjo. Vou pegar uma pilha de coisas que eu fiz e vou dar a devida atenção. Aí começo a fazer as linhas de baixo e a brincar com tudo isso. Então, faz três anos que eu descobri o que Tom Jobim me mostrou. Você fazer, por exemplo um baixo, que não se imaginária a princípio a música com aquele baixo.</p>
<p><strong>A INFLUÊNCIA DO SAMBA</strong></p>
<p>O que a gente entende por canção no Brasil hoje vem do Samba. O Samba foi a primeira canção genuinamente brasileira. Quando comecei a ouvir Cartola, Noel Rosa, coisa e tal, foi um jeito de fazer canção, depois eu fui guardando essa métrica, e creio que preservo isso até hoje. Posso fazer uma coisa totalmente vanguardista, mas se você começa a cavar e limpar, vai chegar naquela canção de rádio do começo do século. Aquela estrutura.<br />
Estabeleci isso como base.</p>
<p><strong>ESTEREÓTIPOS DE SAMBISTA</strong></p>
<p>Esses estereótipos de sambista, aqui em São Paulo, é muito lamentável. Porque, é muito loco. As pessoas acham que para tocar samba tem que vestir chapéu panamá, terno branco, sapato bicolor e fica uma cosia forçada demais. Ninguém sai assim na rua. Se o cara for pro boteco do bairro dele assim as pessoas vão perguntar se é carnaval.</p>
<p>Daí tem o estereótipo do sambista de morro carioca. Você pega um cara que veio de um bairro paulistano que tem um tradicional. E o cara nasceu na pompéia, tem aquele sotacão macarrônico, e você ouve o cara tocando samba e cantando com o sotaque do rio. Mas eu não culpo tanto porque o cara cresceu assistindo rede globo.</p>
<p>A primeira vez que eu fui pro Rio pra tocar, eu fui fazer um show estranho de gente que morava em prédio. Eu ia assustar os caras lá. E eu fui na defensiva. Vou fazer um show estranho que os caras vão falar: Tinha que ser esse povinho de São Paulo pra fazer isso&#8221;. Ai quando eu dei um rolê no centro com os colegar, eu fiquei andando lá, é tudo muito mítico. A gente cresce com essas histórias do rio de janeiro, do samba, os malandros, o morro. Um cara que ficou ouvindo música brasileira, e ouviu pixinguinha, na época que tocava na rádio nacional, e você tá andando na cinelândia, na lapa, e começa a pensar que todos aqueles caras passaram por lá, você fala: Noel Rosa andava aqui, Wilson Batista andava aqui. Tudo muito mítico, até entendo. Então isso ficou impregnado na cabeça de todo brasileiro.</p>
<p>Quando eu vou em Belém as pessoas forçam muito para serem cariocas. Já tem uma proximidade de sotaque, então as pessoas forçam pra ficar igual na rede globo. Então, 80 anos de radio nacional, mais 50 anos de rede globo, não tem como.</p>
<p><strong>AFROMACARRÔNICO</strong></p>
<p>Eu tenho duas explicações para esse nome. Uma é teórica e racional, e a outra, que é o verdadeiro, é mais emocional.<br />
O racional, é que pode ser uma referência dos bairros onde foi forte o samba aqui em São Paulo: O Bexiga, o Barra Funda, Cambucí… Foram bairros onde chegava muita gente do interior, no começo do século 20, com as indústrias. Então chegaram muitos negros, vindos das plantações de café, e veio também os imigrantes italianos que trabalhavam no campo, no interior, e todos dividiram os mesmos espaços nos bairros populares, considerados periféricos. Então essa proximidade do negro com o Italiano gerou alguns frutos. Saiu, por exemplo, o Adoniram Barbosa, que era um italiano, Paulo Andolini. Você via os negros indo nas missas da Nossa Senhora Querupita.</p>
<p>Começou a rolar uma mistura, uma miscigenação muito espontânea. Não é como acontece hoje em dia que o cara tem a pretensão de fazer uma mistura: Vou misturar samba com tecnobrega. Era o jeitinho brasileiro, a coisa vai se fundindo sem a gente perceber.</p>
<p>O emocional, é que eu tenho um amigo cantor, Marcelo Preto. Uma vez marquei de mostrar uns sambas pra ele gravar, e eu mostrei uns 50 sambas. Então ele disse: Eu tava querendo um coisa mais africana. Na época eu não tinha muito essa linhagem. Eu não tinha referências. Eu não conhecia, tinha até medo de macumba. Aí eu falei: Pow, mas samba africano, eu não sei fazer isso não, meu samba é todo macarrônico. Eu falei isso sem pensar, mas fiquei com isso na cabeça. E daí saiu o nome. E depois comecei a enlouquecer com essa história de África. Esse país, quando você encosta o dedo, o negócio devora seu braço inteiro. Não tem caminho de volta.</p>
<p><strong>CULTURA AFRICANA NO BRASIL</strong></p>
<p>Não tinha muita ligação, mas sempre fui de garimpar. Mesmo na época que eu curtia rock, não me conformava com o rock de rádio. Eu buscava meios alternativos. Comprava discos importados. Tem esse grupo aqui, mas tem o mais antigo que deu origem. A história do samba eu investigava muito. Tem o samba que é a música do Brasil, mas e o que vem antes? Não dá pra fugir, vai cair nos terreiros.</p>
<p>Quando fui estudar música e os ritmos, eu enlouqueci com isso. Ai depois eu comecei a pesquisar na música dos terreiros e fui obrigado a entender o conjunto inteiro. Como os orixás se vestiam e o que comiam, como eles dançavam. A música dependia da dança. Então comecei a me envolver muito, e foi de onde veio a história do documentário sobre Exu. Essa figura de Exu me intrigou muito, porque eu venho de uma família que é metade católica e metade batista, evangélica. Para mim, como leigo, Exu era o capeta. Então quando comecei a estudar o assunto, vi que era uma figura de um país onde não existia essa coisa de bem e mal, e ai essa confusão de demoniops. Estava no auge dos ataques da igreja universal contra as religiões de matriz africana. Ai eu fiquei instigado. Resolvi fazer um trabalho que esclarece essa coisa de Exu (em 2003 tive a idéia do documentário). Ai comecei a matutar. E aconteceu que a pesquisa musical se perdeu no meio do estudo. Resolvi fazer um documentário, porque eu não podia mostrar aquilo tudo com música. Uma coisa mais, de explicar um mal endendido.</p>
<p>Me meti a besta, nunca tinha mexido com câmera nem nada. De um jeito ultra artesanal, metendo as caras, a equipe inteira de amadores, de gente que nunca tinha trabalhado com cinema. A gente fez umas 500 mil cagadas durante as filmagens.<br />
Ai a música veio junto. Justamente quando não era o foco principal, meio ano depois do filme pronto.</p>
<p><strong>MULTI ARTISTA</strong></p>
<p>A cultura afrobrasileira me pegou como um todo. A lembrança mais vaga que tenho na adolescência de ter atacado como : Vou ser artista. Pra mim sempre foi natural ficar fazendo tudo ao mesmo tempo. O que vale é ser artista. Num dia você vai ler, no outro vai filmar, no outro vai fazer desenho, pra mim era muito normal.</p>
<p>É engraçado que essa coisa de fazer milhões de coisas ao mesmo tempo, entre aspas (porque você faz uma coisa só, depois vai para a próxima etapa. Não é aquela coisa de estar compondo, depois larga a caneta e vai pintar, nada disso). Eu pego cada coisa, vou até o fim, depois começo outra, essa coisa de fazer trabalhos paralelos é normal. É uma coisa que deu certo, típico da sociedade contemporânea. Ficar fazendo várias trabalhos para vingar algo no fim do mês.<br />
A regra mor é ir com o trabalho até o fim.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.maissoma.com/assets/2008/10/1/kiko_afromacarronico.jpg" alt="" width="379" height="252" /></p>
<p><strong>DISCO</strong></p>
<p>Pastiche Nagô foi completamente independente. Cada um tirou um dinheiro do bolso e sacrificou ali.<br />
A gente entrou em acordo, com o selo Dismonta, que é o selo que geralemente lança meus trabalhos. É o selo de um amigo de infância. A sempre sempre esteve junto. Não temos contrato, nada disso, a gente resolve tudo de boca. A gente faz e acabou. Cada um pega sua parte e está resolvido.<br />
Ele falou: Grava lá o cd, traz o master que a gente fabrica. A gente sempre ficava ensaiando, mas nunca acontecia.<br />
Mas o Luciano tava com um contato forte de um selo americano. Ai o pessoal da gravadora nos EUA (QUAL NOME?) começou a botar pilha para a gente gravar porque queriam vender na internet, e ai gravamos com pouquíssimas seções, várias coisas ao vivo, ao mesmo tempo. Na parte instrumental o grupo passou por uma mudança de formação. Em três sessões fizemos tudo, na pressa. Faz duas vezes aí tá bom. Pega a menos pior e tá valendo.<br />
A gente não chega com estúdio. Tem aquela fase de você ficar pensando no que vai fazer. A gente junta, “pensei nisso aqui. Já junta e a galera vai formando”.<br />
Na gravação ás vezes é diferente do que tocamos ao vivo. Tem musica que a gente toca que é totalmente diferente do que está no CD. Estúdio é um negócio meio mágico que você não sabe aonde vai dar. As vezes é maravilhoso, e as vezes tem que jogar no lixo.</p>
<p><strong>COMPONDO COM DOUGLAS GERMANO</strong></p>
<p>Eu e o Doulgas começamos a compor vertiginosamente, fazíamos duas músicas por semana. Aí começou a sair mta coisa esquisita. Não tem nada a ver com o afromacarrônico. Não tem musica de orixá, não tem nada disso. É um projeto que tem referência forte desses compositores da chamada vanguarda paulistana, como o Arrigo Barnabé.  E tem muita referência cinematográfica, e foi tudo sem querer. Fomos forçados a montar um novo projeto pra lançar essa história, e lançamos agora um CD. Que se chama, O retrato do artista quando pede. Tem até uma faixa que fala sobre leis de incentivo, coisa e tal.</p>
<p>É um outro, terceiro CD, feito com uma lei de incentivo. A faixa fala justamente disso. De você ficar em busca de dinheiro para fazer um trabalho. É surreal, ter que virar produtor de um dia para o outro. Se você é aquele artísta romântico: Ah, meu trabalho é tocar. E as pessoas arrumam as coisas pra mim, eu vou lá e toco. Isso já está sepultado. Se o artista não produzir o trabalho dele, está lascado.</p>
<p><strong>ARTISTA PRODUTOR</strong></p>
<p>Foi uma coisa que o cinema me ensinou. Na época do filme, fiz tudo sozinho, ia atrás das coisas. Fiz coisa que eu duvidava que faria. De correr mesmo atrás de tudo. E é meio por ai. Você tem que fazer um pouco de tudo.</p>
<p>Eu adoraria que minha vida fosse assim: Vai lá e toca o violão. Mas não é.</p>
<p>Você tem que virar produtor, crítico. Tudo ao mesmo tempo. Coisa do mundo contemporâneo. Você toca, faz gravura, faz filme. Eu convivo bem no meio desse inferno.</p>
<p><strong>VIVE DA ARTE</strong></p>
<p>Naqueles trancos e barrancos. Esse ano tenho que fazer muitos shows, mas é aquela coisa de ir pro show de Buzão, carregando o violão nas costas. Mas é legal, eu estou adorando. Tomara que fique cada dia mais infernal.</p>
<p>Eu gosto quando ouço as críticas descendo a lenha. Na imprensa o pessoal gostou, mas nos show que fazemos no Vila Madalena, no Ó do borogodó. Ai em BSB tem uma cena forte de choro, talvez a mais forte do pais. Mas algumas pessoas do choro de SP são muito tradicionalistas. Para eles você tem que tocar igual a Chiquinha Gonzaga tocava. Então eles estão um século atrás. E a gente toca nesse Ó do borogodó até hoje. E as vezes quando se aproxima do fim, a gente toca das 23 às 3 da manhã. No meio disso tem muito improviso e experimentação. Mas acontece muita coisa estranha, então entra alguém que frenquenta esse bar, que é o templo do choro em São Paulo, e vê esse monte de doido tocando tudo errado. Então ja ouvi uns comentários do pessoal do choro achando que destoa da proposta do bar. Teve um cara que foi no caixa e perguntou: Esse grupo toca aqui todas as quartas? E a mulher do caixa fez a maior propaganda. E falou. Eles vão fazer um show amanhã. Deu convites. E ele disse, não, quero saber se eles tocam sempre porque nunca vou voltar na quarta. Ele falou: Eu estudo choro, eu tenho o songbook do Jacob do Bandolim, chego aqui pra ouvir essa bagunça. Então acho muito divertido.</p>
<p>Então a gente brinca que ele é o tiozinho do choro. Ele comprou o songbook e achou que toda verdade estava no Jacob.</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Pastiche Nagô: Cd do bando Afromacarrônico</media:title>
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		<title>Vinheta para um festival de cinema</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/04/02/vinheta-para-um-festival-de-cinema/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 21:27:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Vinheta para o festival internacional de filmes Curtíssimos, em Brasília. Esse é um textinho de improvisto (projeto de roteiro) que certamente ainda será modificado.
(Break beat tenso e constante, uma melodia quase minimalista, monotônica)
Caro amigo,
Como produzir uma bela, maravilhosa e interessante pérola cinematográfica com apenas 3 minutos?
(Alguém correndo com uma caixa na mão)
Comece com uma câmera [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=284&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>Vinheta para o festival internacional de filmes Curtíssimos, em Brasília. Esse é um textinho de improvisto (projeto de roteiro) que certamente ainda será modificado.</p></blockquote>
<p>(Break beat tenso e constante, uma melodia quase minimalista, monotônica)</p>
<p>Caro amigo,<br />
Como produzir uma bela, maravilhosa e interessante pérola cinematográfica com apenas 3 minutos?</p>
<p>(Alguém correndo com uma caixa na mão)</p>
<p>Comece com uma câmera na mão e uma idéia na cabeça.</p>
<p>(sujeito abre a caixa, tira uma câmera, entrega ao cineasta e dá um tapa na cara dele)</p>
<p>Escolha seus atores através de uma seleção minuciosa.</p>
<p>(O cineasta puxa duas pessoas aleatórias, uma de um bar, outra do meio da rua no meio de uma roda de amigos)</p>
<p>Ensaie seus atores até a exaustão.</p>
<p>(O cineasta posicionando os atores em cena como dois bonecos)</p>
<p>Arranje um equipamento improvisado, afinal grana sempre está em falta, a não ser que você seja parente de algum deputado ou empresário famoso.</p>
<p>(Aparelhos do set sendo acionados, botões apertados, claquetes batidas, etc)</p>
<p>Agora bote seus atores para trabalhar.</p>
<p>(Cena dos atores encarando um ao outro de forma ameaçadora, um diretor passa em volta).</p>
<p>Bote a sua câmera pra rodar e grite ação.</p>
<p>(Os atores começam a dançar break)</p>
<p>(entra a logo do festival).</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Causos de assessoria de imprensa</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/03/24/causos-de-assessoria-de-imprensa/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 20:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Coisas da vida]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[modernidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A estirpe mais cômica é a de assessores de imprensa. Eles fazem uma pose de espertos, falam com firmeza, lêem livros de auto-ajuda sobre como projetar uma imagem de sucesso, tem sorrisos assustadoramente brilhantes, se empolgam com qualquer besteira e são inegavelmente bobos, com uma ou outra excessão. Trabalho o dia inteiro  atendendo telefonemas e ligando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=275&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A estirpe mais cômica é a de assessores de imprensa. Eles fazem uma pose de espertos, falam com firmeza, lêem livros de auto-ajuda sobre como projetar uma imagem de sucesso, tem sorrisos assustadoramente brilhantes, se empolgam com qualquer besteira e são inegavelmente bobos, com uma ou outra excessão. Trabalho o dia inteiro  atendendo telefonemas e ligando para assessorias, sempre prefiro falar com a pessoa diretamente responsável pelo assunto que quero tratar, sem estes intermediários, mas muitas vezes é impossível.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 287px"><img src="http://tbn0.google.com/hosted/images/c?q=6ba4b31de061980c_landing" alt="Típico profissional de assessoria" width="277" height="360" /><p class="wp-caption-text">Típico profissional de assessoria</p></div>
<p><strong>O cara do caralho</strong></p>
<blockquote><p>Tem um assessor de imprensa de um museu de Brasília bem engraçado por sua boca involuntariamente suja.<br />
Liguei pedindo informação sobre a classificação indicativa de um filme que seria exibido.<br />
Assessor: &#8220;Caralho, tenho que procurar. Deixa seu telefone que eu te retorno&#8221;.<br />
Deixei o telefone, minutos depois ele retornou:<br />
&#8220;O filme não é recomendado para menores de 14 anos. Desculpa a demora, mas esse caralho tá muito bagunçado&#8230;&#8221;<br />
Boca suja do caralho!</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 358px"><img src="http://tbn0.google.com/hosted/images/c?q=7c4249d393a3fd87_landing" alt="Alguns assessores são eles mesmos os donos do próprio negócio" width="348" height="360" /><p class="wp-caption-text">Alguns assessores são eles mesmos os donos negócio</p></div>
<p><strong>Músico ingênuo</strong></p>
<blockquote><p>Entrevistei um músico idoso que também respondia por toda informação para a imprensa  sobre a apresentação que acontece toda quinta feira em frente a loja de instrumentos dele. Após a conversa ele me agraciou com o comentário:<br />
&#8220;Muito obrigado, e meus parabéns pelos artigos e matérias que você escreve para o jornal&#8221;.<br />
Ele acha que eu escrevo o jornal todo sozinho, todo dia. Me sentí lisonjeado.</p></blockquote>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 296px"><img class=" " src="http://tbn0.google.com/hosted/images/c?q=cff8da97328d5601_landing" alt="Uma profissional não muito interessada na assessoria mas na sedução" width="286" height="360" /><p class="wp-caption-text">Uma profissional não muito interessada na assessoria mas na sedução</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p></strong></p>
<p><strong>Cantada por telefone</strong></p>
<blockquote><p>Ainda sobre classificação indicativa, liguei para uma embaixada para perguntar a respeito da censura de um determinado evento que estavam organizando. A recepcionista mostrou-se bem calorosa: &#8220;Acho que é livre para todo mundo, afinal não tem nada de erótico, não tem nenhuma sacanagem&#8221;, e então ela soltou um risinho safado.</p></blockquote>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Típico profissional de assessoria</media:title>
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			<media:title type="html">Alguns assessores são eles mesmos os donos do próprio negócio</media:title>
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			<media:title type="html">Uma profissional não muito interessada na assessoria mas na sedução</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A regra dos três erros com mulheres</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/03/23/a-regra-dos-tres-erros-com-mulheres/</link>
		<comments>http://culatra.wordpress.com/2009/03/23/a-regra-dos-tres-erros-com-mulheres/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 04:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A aventura humana]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[Coisas da vida]]></category>
		<category><![CDATA[manual]]></category>
		<category><![CDATA[pop]]></category>

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		<description><![CDATA[Para construir um amor, faz-se tijolo por tijolo.
Para destruir um amor, basta uma tijolada certeira.
- Alfred E. Newman
Regras de ouro para lidar com uma mulher:

Não interrompa
Não grite
Não fraqueje







 
Nunca interrompa. Mulheres não aturam interrupções, se ela estiver falando algo, espere até o fim. Se há um meteóro para cair, um acidente de carro eminente, não importa, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=265&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>Para construir um amor, faz-se tijolo por tijolo.<br />
Para destruir um amor, basta uma tijolada certeira.<br />
- Alfred E. Newman</p></blockquote>
<p>Regras de ouro para lidar com uma mulher:</p>
<ul>
<li>Não interrompa</li>
<li>Não grite</li>
<li>Não fraqueje</li>
</ul>
<p><strong></strong></p>
<div><strong></strong></div>
<p style="text-align:center;">
<div style="text-align:center;"><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 363px"><a href="http://tbn0.google.com/hosted/images/c?q=59fc2b24cf612dfe_landing"><strong><img src="http://tbn0.google.com/hosted/images/c?q=59fc2b24cf612dfe_landing" alt="Um exemplar de namorada" width="353" height="360" /></strong></a><p class="wp-caption-text">Um exemplar de namorada</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Nunca interrompa. </strong>Mulheres não aturam interrupções, se ela estiver falando algo, espere até o fim. Se há um meteóro para cair, um acidente de carro eminente, não importa, concentre-se no que ela está falando. Interrupção da fala da mulher é sinônimo de desastre. Ela vai achar que você não se importa, que faz pouco caso do que ela está falando, por maior que seja sua capacidade multi-tarefa.</p>
<p><strong>Nunca grite.</strong> Se a situação esquentou (provavelmente porque você cometeu o erro de interrompê-la), então fique frio, segura sua onda, não levante a voz, não grite. Fale mansinho. Se você gritar, você está errado, a briga vai ficar feia.</p>
<p><strong>Não fraqueje.</strong> Se você interrompeu a mulher, depois ela brigou com você, você tentou falar, ela não escutou, e você gritou para se fazer ouvido, ela provavelmente vai falar um monte de coisas, ou tomar alguma outra atitude que você detesta, afinal ela está com raiva. Você vai se sentir culpado, afinal, você apelou. A briga ficou mais feia do que deveria. Segure sua onda, não fraqueje, não se lamente, não chore. Senão, meu amigo, você está derrotado. Você cometeu todos os erros e vai se sentir um merda por alguns dias.</p>
<p>E ela? Não que existam vencedores numa briga de casal, mas ela é quem está no comando agora.</p>
<p>Não se perca de sí mesmo. Sinta-se mal por um dia, dois no máximo. Isso é normal, mas não perca a dignidade. Não deixe isso interferir no seu trabalho, nas relações com amigos e familiares. Fique atento para não cometer os mesmos erros da próxima vez. Ouça o que ela tem a dizer, tenha jogo de cintura para sair das situações apertadas com bom humor, ou simplesmente sair de fininho, mas perceba que você não pode agrada-la 100% do tempo. Se você namora com ela, acredito que ela é uma boa pessoa, ela tem caráter, e se ela gosta de você, vai relevar os teus erroso guarde rancor, nã. Mas não fique pisando na bola. A briga passou, não fique estranho, e trate-a bem da próxima vez que a vir, mas em hipótese alguma viva para agrada-la. Viva por sí mesmo, mantenha sua dignidade, e nunca se esqueça de que ficar só às vezes também faz bem.</p>
<p>E no final das contas, vale a pena dar o braço a torcer vez ou outra, afinal, vocês se amam.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/265/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/265/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/265/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/265/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/265/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=265&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Um exemplar de namorada</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Recomendo Fante</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/03/19/recomendo-fante/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 19:28:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[contra-cultura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[certas pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem quase comprei o DVD Pergunte ao pó, de Robert Towne, baseado no livro de John Fante mas estava sem dinheiro. O motivo é que o livro 1933 foi um ano ruim, do mesmo autor, é excelente. Dominic Molise é um garoto de 18 anos sonha em ser jogador de Beiseball em uma liga profissional e para isso planeja [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=261&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Ontem quase comprei o DVD <em>Pergunte ao pó</em>, de Robert Towne, baseado no livro de John Fante mas estava sem dinheiro. O motivo é que o livro <em>1933 foi um ano ruim</em>, do mesmo autor, é excelente. Dominic Molise é um garoto de 18 anos sonha em ser jogador de Beiseball em uma liga profissional e para isso planeja ao lado de um amigo uma viagem para outra cidade onde os dois pretendem fazer sucesso longe da vila interiorana onde moram. Seu pai quer que ele seja pedreiro, sua mãe vive tristemente, constantemente traída pelo pai, e sua avó é uma italiana mal-humorada que não hesita em criticar os hábitos americanos. A vida em sua cidadela o está entediando, e o único momento alto é quando relembra de como é um bom lançador de Beiseball. Ele faz de tudo para cuidar do seu braço, que considera a ferramenta de ouro que o fará despontar como jogador. Acaba atraído pela irmã do amigo, mas não se revela um bom galanteador, aliás, os momentos dele com a garota boazuda é uma das partes mais cômicas. O livro fala sobre o momento em que um garoto começa a encarar a utopia de seus sonhos e precisa decidir o que será de sua vida dalí por diante. Uma vida miserável seguindo os passos do pai, ou alimentar o sonho improvavel de jogar Beiseball numa liga profissional. O personagem entediado e o sonho firme, passível de ilusão, dão ao livro o toque especial da vida comum, apesar da visão encantadora que o rapaz tem ao acordar durante uma manhã como outra qualquer.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 312px"><img title="John Fante" src="http://www.spectroeditora.com.br/autores/johnfante/fotos/fante3.jpg" alt="John Fante, seu primeiro romance foi publicado em 1938" width="302" height="290" /><p class="wp-caption-text">John Fante, seu primeiro romance foi publicado em 1938</p></div>
<blockquote><p>Fante começou a carreira de escritor em 1929, foi considerado pelo escritor maldito, Bukowski, como o precursos da geração Beatnik, liderada por Kerouak . Era filho de pedreiro, assim como seu personagem. Passou por uma fase de dureza com a rejeição de um livro pelas editoras e para ganhar dinheiro, Fante trabalhou como roteirista de cinema, mas odiava este ofício: &#8221;É o trabalho mais nojento do reino de Cristo&#8221;,  mas ele tinha quatro filhos e a esposa Joyce para alimentar. Em 1978, cego pela diabetes, ditou um livro para a sua esposa, <em>Sonhos de Bunker Hill</em>. Morreu aos 74 anos em 1983.</p></blockquote>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/261/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=261&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">John Fante</media:title>
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		<item>
		<title>Duas perguntas para Pedrancini</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/03/10/duas-perguntas-para-pedrancini/</link>
		<comments>http://culatra.wordpress.com/2009/03/10/duas-perguntas-para-pedrancini/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 22:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[certas pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevistei o diretor de teatro Humberto Pedrancini. Nascido em Uberlândia, criado no Goiás, o diretor fez sua história em Brasília construindo uma carreira teatral sólida, contribuindo para o cenário local. A matéria foi para o jornal, e duas perguntas que não couberam na matéria eu trouxe para o blog:
Teatro e a juventude
A arte é um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=252&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>Entrevistei o diretor de teatro Humberto Pedrancini. Nascido em Uberlândia, criado no Goiás, o diretor fez sua história em Brasília construindo uma carreira teatral sólida, contribuindo para o cenário local. A matéria foi para o jornal, e duas perguntas que não couberam na matéria eu trouxe para o blog:</p></blockquote>
<p><strong>Teatro e a juventude</strong><br />
A arte é um fator que agrega e disciplina, o estado ainda não percebeu isso. Jovens das satélites estão numa explosão de hormônios, cheios de ansiedade, e precisam de um canal para extravasar essa energia. Se não tem opções, ele vai buscar isso nas formas marginais: nas drogas, no vandalismo, na violência. Quando você dá oportunidade, essa inquietude se transforma em criatividade, é um retorno para a sociedade.</p>
<p><strong>Vivendo de teatro</strong><br />
Já fiz teatro em toda sua abrangência, sem preconceitos. Além disso ainda faço oficinas. Buscamos sensibilizar os empresários e criar uma mentalidade no público para trazer a platéia ao palco. O teatro de Brasília não deve nada ao eixo Rio &#8211; São Paulo. Mas ainda é difícil o teatro profissional, porque muitos atores formados não são profissionais de fato. São de direito. Eles exercem a profissão e tem o teatro como segundo emprego. Isso é ruim porque não cria a tradição profissional.  Alguns chegam a dizer “Eu não preciso disso para viver”. O diletante é ruim, incomoda, atrapalha.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/252/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=252&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Companhias telefônicas enchem o saco</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/02/25/companhias-telefonicas-enchem-o-saco/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 17:31:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
		<category><![CDATA[pop]]></category>
		<category><![CDATA[reclamação]]></category>

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		<description><![CDATA[Você liga para uma companhia de celular para requisitar uma informação. Eles pedem seus dados. Dias depois a companhia te liga oferecendo promoções e fazendo propaganda de serviços.
&#8220;Olá, com quem eu falo?&#8221;
&#8220;Para quem você ligou?&#8221;
&#8220;Para quem atender&#8230;&#8221;
Ai começa o papo de vendedor.
Creio que seja anti ético e possivelmente, anticonstitucional utilizar informações dos clientes para fazer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=225&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Você liga para uma companhia de celular para requisitar uma informação. Eles pedem seus dados. Dias depois a companhia te liga oferecendo promoções e fazendo propaganda de serviços.</p>
<blockquote><p>&#8220;Olá, com quem eu falo?&#8221;<br />
&#8220;Para quem você ligou?&#8221;<br />
&#8220;Para quem atender&#8230;&#8221;<br />
Ai começa o papo de vendedor.</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 265px"><a href="http://tbn0.google.com/hosted/images/c?q=df4c1af24c3613d4_landing"><img src="http://tbn0.google.com/hosted/images/c?q=df4c1af24c3613d4_landing" alt="Eles invadem sua privacidade, entram na sua casa, ligam para o seu telefone e fazem a maldita publicidade." width="255" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Eles invadem sua privacidade, entram na sua casa, ligam para o seu telefone e fazem a maldita publicidade.</p></div>
<p>Creio que seja anti ético e possivelmente, anticonstitucional utilizar informações dos clientes para fazer mala direta e outras formas de propaganda. É como se você chamasse um chaveiro para fazer a cópia da chave de sua porta e dias após o chaveiro entrasse em sua casa para instalar painéis de propaganda na sua cozinha, no seu quarto, na sua sala.</p>
<p>É invasão de privacidade. Abaixo as companhias de celular que fazem este tipo de trabalho sujo, como a CLARO.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/225/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=225&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Eles invadem sua privacidade, entram na sua casa, ligam para o seu telefone e fazem a maldita publicidade.</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Veio do espaço</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/02/20/veio-do-espaco/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 21:27:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
		<category><![CDATA[Coisas da vida]]></category>
		<category><![CDATA[extra terrestre]]></category>

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		<description><![CDATA[Na última quarta feira aconteceu uma história engraçada, digna da seção Flagrantes da vida real, da revista Readers Digest.
Acordei cedo, como não tive aula na faculdade e meu trabalho começa apenas depois do almoço passei a manhã em casa conversando com minha mãe. Ela me contou que acordou às 4h da madrugada com um ruído estranho. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=223&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>Na última quarta feira aconteceu uma história engraçada, digna da seção <em>Flagrantes da vida real</em>, da revista <em>Readers Digest</em>.</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://tbn0.google.com/hosted/images/c?q=3c347c2e12449cb4_landing"><img class=" " src="http://tbn0.google.com/hosted/images/c?q=3c347c2e12449cb4_landing" alt="Imagem do filme: It came from outher space" width="360" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem do filme: &quot;It came from outher space&quot;</p></div>
<p>Acordei cedo, como não tive aula na faculdade e meu trabalho começa apenas depois do almoço passei a manhã em casa conversando com minha mãe. Ela me contou que acordou às 4h da madrugada com um ruído estranho. Primeiro ela ouviu um cachorro chorando, como se algo o estivesse atormentando, em seguida ela contou ter ouvido a porta da varanda se mecher e por último a maçaneta de seu quarto girar levemente e depois se fechar. Ela disse que meu pai estava roncando, então o cutucou para ele parar. Foi ai que ela ouviu novamente o mesmo som que a havia acordado: &#8220;Era um chiado metálico, estranho, não consigo descrever. Era um chiado. Não era barulho de gente. Parecia som desses ETs que a gente vê na televisão. Você já viu aquele filme <em>Sinais?</em>&#8220;. Eu quase rí, porque sabia o que tinha causado o som misterioso. Durante aquela madrugada eu permaneci acordado editando um video. Eu tenho como hobby criar e editar filmes, e uma das captações do audio estava com defeito, e o som saiu daquele jeito. O volume do computador estava baixo, mas pelo visto minha mãe ouviu do quarto dela e estava com medo. Eu não sou a favor de estragar os mistérios da vida com explicações racionais, então deixei minha mãe acreditando no possível Extraterreste soturno. Quando saí de casa eu disse: &#8220;Cuidado com o ET! Muita gente já foi abduzida por ai&#8221;. Ela percebeu que eu estava de brincadeira, mas continua acreditando na ameaça noturna.</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Imagem do filme: It came from outher space</media:title>
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		<title>Campanha da boa intenção</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 21:36:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
		<category><![CDATA[Coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje uma senhora de 71 anos bateu a porta do Correio Braziliense com uma poesia na mão e um intuito: lançar uma campanha de ajude ao próximo.
Ester Vieira Teles trabalhou 16 anos no TJ e hoje está aposentada, formou-se em Direito e vive no Cruzeiro Velho. Ela nasceu em Aramirim, uma cidade que praticamente não existe mais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=206&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Hoje uma senhora de 71 anos bateu a porta do Correio Braziliense com uma poesia na mão e um intuito: lançar uma campanha de <em>ajude ao próximo</em>.</p>
<p>Ester Vieira Teles trabalhou 16 anos no TJ e hoje está aposentada, formou-se em Direito e vive no Cruzeiro Velho. Ela nasceu em Aramirim, uma cidade que praticamente não existe mais porque Juquita Barbosa, um tal homem rico da localidade, comprou uma grande extensão das terras, inclusive o local onde ela morava, que transformou-se em terreno particular. Ester foi criada em Governador Valadares, também em Minas Gerais, e depois de casada mudou-se para o Rio de Janeiro onde manteve residência e trabalhava em um salão de beleza por muitos anos. Quando veio para Brasília em 1974, apaixonou-se imediatamente. Conta que se encantou com tudo: &#8220;Tinham me falado muito mal da cidade. Disseram que não haviam pássaros nem árvores, mas não era verdade. O que me encantou foi a tranquilidade, eu sou virginiana e achava tudo maravilhoso devido a organização, a simetria da cidade e até do canto das cigarras, que me traz lembranças boas de quando era estudante. Fiz até prova ouvindo as cigarras. Não saio daqui nem de férias&#8221;. O poema que ela escreveu para a cidade há 35 anos, fala por sí, sobre o sentimento que a tomou em 1974, quando chegou na cidade com marido e filhos:</p>
<p><strong>Exaltação a Brasília</strong></p>
<blockquote><p>Brasília linda cidade<br />
Capital do meu país<br />
Sonho realizado<br />
De um brasileiro feliz</p>
<p>Desafias o mundo inteiro<br />
Sendo a mais moderna cidade<br />
Brasília, Brasília querida<br />
Sonho imperial que se torna realidade</p>
<p>Da Catedral pedirei<br />
Ao Deus da bondade<br />
Que ilumine nosso presidente<br />
A governar com lealdade</p></blockquote>
<p>O motivo da visita de Ester à redação do jornal é o de lançar lançar uma campanha solidária: Ajude ao próximo. Ela conta que pretende construir uma casa que dê trabalho a quem precisa. Qualquer um poderá encontrar abrigo, desde que trabalhe. Crianças, mães solteiras, qualquer um que precise. A única exigência é trabalhar. Para Ester, nunca é cedo para trabalho: &#8220;Você sabe, a alma ocupada não é tentada&#8221;, diz.</p>
<p>Apesar da ingenuidade amorosa de Dona Ester, fica sua bonita  mensagem.</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Você se lembra de um cinema onde hoje existe uma igreja?</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/02/13/voce-se-lembra-de-um-cinema-onde-hoje-existe-uma-igreja/</link>
		<comments>http://culatra.wordpress.com/2009/02/13/voce-se-lembra-de-um-cinema-onde-hoje-existe-uma-igreja/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 03:28:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[contra-cultura]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[modernidade]]></category>

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		<description><![CDATA[ É muito triste perder os cinemas, (espaço de difusão da livre cultura) para as igrejas (doutrinação religiosa).
A construção desenfreada de templos &#8220;religiosos&#8221; da igreja universal transformaram o ambiente urbano. Os cinemas existiam aos montes por todos os cantos da cidade, mas hoje, as igrejas se proliferam como ratos. Entopem ruas com sua pregação bolorenta e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=213&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"> É muito triste perder os cinemas, (espaço de difusão da livre cultura) para as igrejas (doutrinação religiosa).</p>
<p>A construção desenfreada de templos &#8220;religiosos&#8221; da igreja universal transformaram o ambiente urbano. Os cinemas existiam aos montes por todos os cantos da cidade, mas hoje, as igrejas se proliferam como ratos. Entopem ruas com sua pregação bolorenta e encerram ambientes públicos e democráticos em espaços restritos ao fiéis e seguidores. Leia a notícia a seguir, um exemplo lastimável:</p>
<blockquote><p><strong>Igreja Universal inagurou novo templo onde era o cinema América</strong><br />
Uma solenidade realizada ontem a tarde, marcou a inauguração do moderno e amplo templo da Igreja Universal.<br />
A nova sede com atuação regional da congregação está situada nas antigas instalações do Cinema América no centro da cidade. O encontro teve o prestígio de autoridades locais e vários Deputados que tem vinculação com a citada Igreja.</p></blockquote>
<p style="text-align:center;"><a href="http://bucadantas.zip.net/images/Cinema-011073.jpg"><img class="aligncenter" title="Cinema antigo" src="http://bucadantas.zip.net/images/Cinema-011073.jpg" alt="" width="279" height="429" /></a></p>
<p>Os cinemas de rua foram espaços democráticos onde qualquer ser vivo pensante poderia entrar e assistir um filme intelectual, uma pornochanchada, um filme americano de cowboys, um filme pipoca, um documentário sobre algum aspecto da história brasileira, uma comédia dos trapalhões, enfim, qualquer coisa. Hoje em dia esta modalidade de exibição não existe mais. Naquela época (anos 70, início dos anos 80) a embrafilme financiava produções baratas, a Boca do lixo, na Zona do Triunfo em São Paulo, produzia corajosa e livremente, sem restrições e a bilheteria era autosustentável. O cinema estava vivo, respirava com gosto, com pulmões de nadador. Na época os filmes brasileiros batiam a bilheteria do filme estrangeiro: Só pra constar, Dona Flor e seus dois maridos, ficou com 11 milhões de espectadores, dava gosto de ver o cinema desse país. O povo ia ao para ver a cara do Brasil, tinha muita coisa pra reclamar, mas dava gosto ser daqui, ter esse jeitão. Com a chegada da crise a produção diminuiu, as bilheterias também, e durante o plano Collor cessou toda a produção cinematográfica. O único cara que milagrosamente produziu alguma coisa nesse período Collor foi um bombeiro ousado de Brasília chamado Afonso Brazza, que tinha frequentado a Boca do lixo em nome de um amor, e voltou para Brasília casado e filmando com a coragem e o gás .</p>
<p>A partir dos anos 90 o presidente Collor acabou com toda a industria cinematográfica e facilitou toda a forma de importação. Chegou no Brasil o Macdonalds e o cinemão blockbuster tomou conta de todas as salas. cineasta alemão Win Wenders tem uma frase que é tiro e queda: &#8221; cinema estadunidense colonizou nosso subconsciente&#8221;.</p>
<p>A partir daí, nosso referencial cinematográfico passou a ser filmão grande americano. Fomos educados por esse tipo de cinema moralista e industrial. O cinema marginal dos anos 70 (que não era tão marginal, afinal era comercialmente viável), virou uma &#8220;vegonha&#8221; para o Brasil, e hoje todo mundo vê o cinema americano como um modelo a ser seguido: &#8220;Não é por nada não, mas os americanos sabem fazer cinema&#8221;, quantas vezes já ouvi isso na boca de conhecidos. Mas enfim, com a queda da venda de ingressos para produtos nacionais, o cinema passou a se concentrar dentro dos grandes centros comerciais preferidos pela classe média: O shopping center.</p>
<p>O cinema de rua, o cinema livre, o cinema que exibe o que dá na veneta, o cinema que não tem rabo preso, o cinema aberto, o cinema urbano, o cinema da cidade, o cinema independente, o cinema que amamos, foi aos poucos ficando sem dinheiro para pagar o aluguel das imensas salas. O que fazer com aqueles locais capazes de abrigar cerca de uma centena de pessoas então? Acontece aí outro fenômeno tipicamente brasileiro, a invasão, a enxurrada de igrejas universais, sobrepujando a igreja católica em número e conversão de fiéis. Mesmo após inúmeros escândalos envolvendo mutretas, os &#8220;devotos universais&#8221; não se comovem, e continuam frequentando, pagando o dízimo, estimulando o surgimento de novos templos. As igrejas universais, como estabelecimentos economicamente viáveis, passaram a ocupar centros comerciais, muitos deles eram cinemas antigos, abandonados, ou em fase de declínio, e daí pra cá foi um pulo. A decadência não é mais financeira, é intelectual, cultural e espiritual. Afinal, igrejas universais em nada enriquecem a população, pelo contrário, empobrecem o bolso, dilaceram a alma e cultivam a ignorância e a intolerância.</p>
<p> Pode parecer exagero, mas o fluxo da vida torna-se menos vivaz com a ausência das salas negras de projeção de luz. A movimentação dos mais variados tipos de pessoas cessa e agora existem salas padronizadas onde todos os dias um pastor semi analfabeto repete o mesmo discurso, no mesmo tom de voz e convence milhares de um mesmo ideal, renegando todo o resto. Tudo o que é &#8220;do mundo&#8221; é blasfêmia.</p>
<p>E aos poucos desligam-se os projetores, o cinema torna-se cada vez mais elitizado, o acesso às salas é cada vez mais difícil e a cidade, emburrecida, prossegue.</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Cinema antigo</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Cartilha do assessor de imprensa (PARTE 1)</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/02/12/cartilha-do-assessor-de-imprensa-parte-1/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 18:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
		<category><![CDATA[manual]]></category>

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		<description><![CDATA[Isso não interessa a muita gente, mas resolvi postar aqui apenas como arquivo pessoal. Se você é da imprensa, ou da assessoria, isso pode ser útil.
Você, assessor de imprensa, que nunca trabalhou em redação, saiba que existem informações sobre o funcionamento de uma redação que podem ser bem úteis para que sua informação seja publicada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=208&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Isso não interessa a muita gente, mas resolvi postar aqui apenas como arquivo pessoal. Se você é da imprensa, ou da assessoria, isso pode ser útil.</p>
<blockquote><p>Você, assessor de imprensa, que nunca trabalhou em redação, saiba que existem informações sobre o funcionamento de uma redação que podem ser bem úteis para que sua informação seja publicada com exatidão. Isso facilita a sua vida, e a do jornalista.</p></blockquote>
<div>1. <strong>Antecedência é importante</strong>. O jornal do dia já estará fechado, impresso e embalado na noite anterior à publicação, ou na tarde do dia anterior em alguns casos. Certos cadernos fecham dias antes da publicação, então é bom enviar o seu release com no mínimo 3 dias de antecedência, e se você espera que informação vire pauta (em casos de matéria de agenda), envie o release com uma semana ou mais de antecedência, tempo suficiente para que o repórter possa apurar e checar as informações.</div>
<div>
<p><strong>2. Informação clara e completa.</strong> Ao enviar a informação sobre o show, peça, filme ou seja lá o que você pretende divulgar, lembre-se, o release deve conter todos os dados de maneira simples e objetiva sobre o evento. O jornalista precisa saber o nome do evento, onde ocorre (endereço detalhado é imprescindível), quando (data e hora), valor dos ingressos, o que acontece no evento, quem estará presente , classificação indicativa e telefone para informações. Você pode acrescentar ao release todas as informações que julgar necessárias, mas estas devem estar destacadas e organizadas. Alguns releases parecem uma folia de carnaval, com informação mal organizada, excesso de cores, títulos gigantes. Descreva o assunto sobre o que quer falar no título do e-mail. No corpo do e-mail escreva sinteticamente a informação do seu release, e após isso, escreva o texto integral.  Para o jornalista, não interessa se a informação vem perfumada e floreada. Alguns e-mails chegam sem título, e com a informação essencial escondida. O jornalista vê aquele monte de letras e descarta a informação pensando tratar-se de alguma coisa qualquer que não um release.</p>
<p><strong>3. Saber do que está falando.</strong> Ao deixar um telefone para contato, o assessor de imprensa precisa estar pronto para responder algumas perguntas básicas sobre o que trata seu release. Ele precisa saber responder o repórter e esclarecer detalhes. Precisa ter telefones, caso o repórter precise entrevistar alguém. É bom que o assessor saiba do que está falando, e de preferência, que saiba mais do que diz o release.</p>
<p><strong>4. Atendimento da assessoria.</strong> Existem assessorias subdivididas em milhares de setores, e se o repórter procura por uma informação específica, precisa ficar pendurado no telefone esperando uma hora para falar com a pessoa certa. O telefone passa de setor em setor, tocando musiquinhas, deixando no aguarde, e o repórter pode desistir de fazer a matéria, e quem perde é a assessoria, por sua ineficiência e incompetência. O nome já diz, assessoria de imprensa, a assessoria existe para ajudar e não para atrapalhar. O assessor precisa estar consciente de que se ele não fornece a informação, ela provavelmente deixará de ser publicada, ou será publicada com de forma errônea ou sem informações suficientes. O assessor precisa garantir que o repórter entenda tudo corretamente, e precisa estar ciente de que dentro de uma redação existem horários rígidos a serem cumpridos, além disso, o repórter trata de milharesde assuntos por dia, o tempo que ele tem para a sua informação é precioso. E claro, gentileza, cortesia e paciência são características indispensáveis para quem trabalha ao telefone, afinal, conversar a distância é uma forma muito fácil de causar desentendimentos e informações truncadas, não é culpa do repórter, mas em certos casos ele precisa checar até as minúcias. Paciência faz parte do que se espera do seu trabalho. E por último, e talvez o mais importante, mantenha o telefone ligado, durma com ele.</p>
<p><strong>5. Retornando a ligação.</strong>Vez ou outra uma assessoria precisa voltar a falar com o repórter por algum motivo. Não se sinta ofendido caso a pessoa não se lembre de imediato com quem está falando. Em uma cidade ocorrem milhares de eventos e o jornalista precisa de se comunicar com milhares de pessoas por dia, reservando a mesma atenção para todos. Por isso, ao ligar para um repórter, informe-o de que assessoria você é, seu nome, e sobre qual evento pretende falar.</p>
<p><strong>6. Informação promocional.</strong> Citar o seu evento, ou o seu produto como o melhor de todos, e tratar dele como uma maravilha abençoada não faz tanta diferença porque o repórter precisa apenas da informação objetiva e vai limpar e descartar tudo o que não é essencial. A tentativa de fazer marketing através do release é anti-ética, a imprensa não alardeia, apenas informa. Querer vender um produto X, ou exaltar uma qualidade de um show Y, não mudarão nada no produto final. Então seja objetivo, sempre, você pode exaltar o seu produto, claro, mas lembre-se de acrescentar informação, conteúdo, caso contrário, um monte de adjetivos serão jogados na lixeira.</p>
<p><strong>7. Fotos e material.</strong> Envie fotos de alta qualidade, porque fotos de baixa resolução não poderão ser impressas no jornal. É sempre útil anexar textos com informações sobre os artistas presentes no evento. E sempre, telefones para contato.</p>
<p><strong>8. Erros.</strong> Às vezes ocorrem erros na publicação, e isso é um grande problema, pois pode mover o público para um local errado, ou no dia ou hora errada, ou pagando o valor errado. Depois de publicado não tem mais jeito, de qualquer maneira, informe imediatamente o erro a imprensa. Se a sua informação for clara, objetiva e limpa, menores serão as possibilidades de erros.</div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/208/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=208&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Barra do Jucu</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 16:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Eu fui lá pra Vila Velha
Direto do Grajaú
Só pra ver a Madalena
E ouvir tambor de congo
Lá na barra do Jucu
Oh Madalena!
- Madalena, de Martinho da vila




Clima de mistério durante a noite, muita vida durante o dia



A Barra do Jucu é uma cidadezinha do Espírito Santo localizada entre Guarapari e Vila Velha, conheço desde pequeno. Quando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=203&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<p style="text-align:center;">Eu fui lá pra Vila Velha<br />
Direto do Grajaú<br />
Só pra ver a Madalena<br />
E ouvir tambor de congo<br />
Lá na barra do Jucu<br />
Oh Madalena!</p>
<p style="text-align:center;"><em>- Madalena, de Martinho da vila</em></p>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://img.olhares.com/data/big/170/1708162.jpg"><img class=" " title="Barra do Jucu" src="http://img.olhares.com/data/big/170/1708162.jpg" alt="Clima de mistério durante a noite, muita vida durante o dia" width="409" height="273" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Clima de mistério durante a noite, muita vida durante o dia</dd>
</dl>
<p><em></em></div>
</blockquote>
<p>A Barra do Jucu é uma cidadezinha do Espírito Santo localizada entre Guarapari e Vila Velha, conheço desde pequeno. Quando era menino eu ia para lá com a família, ficava na casa dos meus avós, construia castelos de areia na praia que fica pertinho para quem sai a pé. No caminho tem que atravessar uma ponte por onde passa o mangue que se imiscui na praia. No mangue vivem os carangueijos, perambulam o dia inteiro em busca de comida e escondem-se na toca profunda ao sinal de qualquer perigo. A gente vê se a praia tá boa pela altura da maré no mangue. Quando a água do mangue tá alta, não compensa ir a praia se for pra nadar porque fica fundo e perigoso, nos dias de chuva nem se fala, a praia fica matreira, te puxa que você nem vê. Mas quando o mangue mostra sua terra negra, e suas raízes, e os buracos dos caranguejos estão expostos, então é ótima hora pra ir a praia, porque você pode andar dentro dela, pegar umas boas ondas que te levam até a parte rasa de novo, e quando pega onda você pode vir gritando, comemorando, curtindo a água raspando no seu corpo, no seu cabelo, em alta velocidade. Você pode tentar entubar nas ondas, ir com uma mão para frente fazendo estilo, mas tem que saber desviar de algumas pranchas de surf que ficam no caminho, e também ter cuidado pra não levar um caixote, porque quando a onda te pega ela aproveita pra se vingar, e te embala no fundo do mar, te põe a rodar e te pressiona contra o chão, rala seu peito e faz você engolir areia.</p>
<p>Depois que sair da praia você toma um sol, enchendo o corpo de areia salgada, uma areia grossa, cheia de conchas que vagaram pelo mar até estacionarem por ali. Tem pouca gente na praia, na época de férias até que enche, mas não é das praias mais frequentadas do Espírito Santo, o pessoal prefere Guaraparí, Ponta da Fruta ou a Praia da Costa.</p>
<p>Quando tem carnaval é uma festa danada. O povo organiza os tambores de congo e ficam batucando noite e dia, a molecada e até os marmanjos vestem fantasias de monstros, tem homem que se veste de mulher, mulher que não se veste. Até quem não bebe enche a cara, as pessoas mais velham olham a vivacidade da janela, tem uns da igreja que acham ruim, fica um clima erótico por todo canto. O carnaval vai até bem tarde sobre as ruas de barro, e tem também ruas de pedras cuidadosamente colocadas, trabalho antigo. Depois do carnaval a turma volta a labuta, logo cedo, antes do sol raiar, os pescadores já estão preparando os barcos na praia da concha, que é uma praia que fica do lado da praia da barra, tem que subir um morrão enorme pra chegar lá. Eles preparam as redes e poem o barco no mar, passam a manhã pescando, faça chuva ou faça sol. Com os frutos do mar, os restaurantes preparam a melhor moqueca do Brasil, a capixaba.</p>
<p>A vida do Espírito Santo é uma vida relativamente tranquila, é verdade que tem muito crime por lá, mas o pessoal anda a vontade. Dentro dos ônibus tem gente que entra com prancha de surf, as mulheres andam de biquini, as pessoas não tem aquela pressa louca, a vida popular acontece principalmente em Vila Velha e Vitória, mas tem bairros novos surgindo, muitos deles, invasões. Em Vitória tem o porto onde estão ancorados os navios, e os moleques de rua ficam pulando na água poluída, às vezes procuram uma vítima não muito esperta para roubar sua bolsa, ou entram no ônibus para praticar um pouco da arte da punga. Vitória tem casas e prédios antigos, às vezes, do lado de uma casinha mixuruca tem um prédio de 20 andares, aqui em Brasília, cidade padronizada, quase antinatural, não se vê nada disso.</p>
<p>Voltando a Barra do Jucu, aquele lugar é bom para quem quer passar um tempo e lavar a alma, sentir  calma do espírito praiano, contar com a sensação de que o mar está sempre por perto, batendo e rebatendo esperando por você. É bom pra ler um livro, é bom pra dormir calado, é bom pra repensar, é bom pra fazer amor, é bom pra viver tranquilo.</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Barra do Jucu</media:title>
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		<title>Filme de ontem a noite: A lista</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Feb 2009 18:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[O problema de A lista , de Marcel Langenegger é que o filme não explora suas possibilidades de suspense e parte para a obviedade. (Se você não assistiu o filme, não leia a crítica ainda).
Messer (Ewan McGregor) é um auditor, solitário e sem vida, de uma grande e impessoal empresa de Wall Street que trabalha descobrindo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=201&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>O problema de <em>A lista </em>, de Marcel Langenegger é que o filme não explora suas possibilidades de suspense e parte para a obviedade. (Se você não assistiu o filme, não leia a crítica ainda).</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="null"><img src="http://www.smh.com.au/ffximage/2008/04/24/deception_080424093155009_wideweb__300x375.jpg" alt="A história decepciona com uma virada fraca no roteiro" width="300" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">A lista: A história decepciona com uma virada fraca no roteiro</p></div>
<p>Messer (Ewan McGregor) é um auditor, solitário e sem vida, de uma grande e impessoal empresa de Wall Street que trabalha descobrindo erros e fraudes no sistema. Durante uma madrugada de labuta ele conhece Wyatt Bose (Hugh Jackman), os dois iniciam um coleguismo, fumam maconha, visitam um strip club, jogam tênis com duas belas mulheres e conversam nas horas livres até que um dia levam os celulares um do outro para casa por engano. Messer recebe ligações no celular, que seriam para Wyatt Bose, atende e acaba envolvido num clube de sexo, formado por gente importante no mundo dos negócios. O celular possui uma extensa lista de contatos de mulheres bonitas (não são prostitutas, mas empresárias de elevada classe social que também fazem parte do clube) para quem ele pode ligar e marcar encontros sexuais, e eventualmente recebe ligações também, a pergunta é sempre: Você está livre hoje a noite? Nessa rede de  encontros anônimos as regras são: não conversar, não envolver-se pessoalmente, e manter o anonimato.</p>
<p>Quando Messer vê a oportunidade de tirar proveito da rede de sexo, a sua vida morosa ganha novos contornos com noitadas de sexo todos os dias, mas ele se apaixona por uma bela loira e quebra as regras da lista. A partir daí, Messer, que está de gaiato no jogo dos encontros sexuais, sofre perseguições, a garota por quem se apaixonou é sequestrada e de forma misteriosa todas as pistas sumiram, ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, a polícia não acredita na história, é tudo fantasmagórico. A base para o suspense está instalada.</p>
<p>O medo de um inimigo invisível, que no caso seria a rede de sexo anônima, é um forte elemento de suspense, em meio ao cenário cheio de sombras, frio e escuro. Envolve rostos desconhecidos, pessoas que não querem se revelar, testemunhas que não sabem de nada, acontecimentos que não aconteceram, sensação de insanidade e paranóia, tudo isso poderia fazer parte da trama, mas não faz. Quando Wyatt Bose volta em cena, desta vez como inimigo semi-piscopata, e diz que sequestrou a loira por quem Messer estava apaixonado, a trama converte-se em um roteiro clichê, com uma virada fácil e barata do tipo: &#8220;Eu já estava tramando esse golpe desde o início. Eu quero agora que você faça umas mutretas no seu trabalho e passe o dinheiro todo para a minha conta&#8221;. Isso encerra muitas possibilidades intrigantes no filme, e abre um escopo para uma história comum com roteiro facilmente previsível, o crédito da preguiça (ou incompetência) vai para o roteirista Mark Bomback (Duro de Matar 4).</p>
<p>A história perde a possibilidade de explorar o antagonista invisível, que seria a lista, se perde totalmente desse antagonista, para focar única e exclusivamente no vilão Wyatt. Inúmeras reviravoltas acontecem para colocar a história nos eixos: em uma delas a loira por quem Messer estava apaixonado, revela-se namoradinha do vilão, que previu até que os dois se apaixonariam, e ninguém se lembra de Wyatt na empresa onde ele era supostamente um funcionário, frequentava o local e conversava com as pessoas. O filme que tinha tudo para ser um forte thriller de conspiração fecha-se em créditos num final totalmente água com açucar.</p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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		<title>Fotonovela: VASO &#8211; capt. 1</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 16:48:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[humor]]></category>
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		<description><![CDATA[Vaso é um trash-movie iniciado em 2004 e finalizado em janeiro de 2009, quando recebeu um novo tratamento na edição, com cortes e nova montagem; foi refilmada a cena de abertura.
Sinopse: Um Vaso canopopo do egito antigo é encontrado em uma escavação. O poder maligno da relíquia causa mortes terríveis a todos que se aproximam do Vaso, com a única excessão de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=188&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Vaso é um trash-movie iniciado em 2004 e finalizado em janeiro de 2009, quando recebeu um novo tratamento na edição, com cortes e nova montagem; foi refilmada a cena de abertura.</p>
<p>Sinopse: Um Vaso canopopo do egito antigo é encontrado em uma escavação. O poder maligno da relíquia causa mortes terríveis a todos que se aproximam do Vaso, com a única excessão de seu portador, que não sofre nenhum trauma, mas permanece obcecado pelo objeto. Um filme de mau gosto, muito popular nos açougues da cidade.</p>
<blockquote><p><strong>Capítulo 1</strong></p>
<p>Leidi e sua amiga visitam um antiquário para comprar um objeto que agrade seu exigente marido Jarbas. Ele não se interessa por nada além de um misterioso Vaso, que o vendedor não quer vender.</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 387px"><a href="http://lh4.ggpht.com/_Qb30V1qL3c4/SYMrkng-eqI/AAAAAAAAAos/jxTkJt2pt_g/s512/vaso01.jpg"><img title="Fotonovela VASO" src="http://lh4.ggpht.com/_Qb30V1qL3c4/SYMrkng-eqI/AAAAAAAAAos/jxTkJt2pt_g/s512/vaso01.jpg" alt="Fotonovela VASO; Capt. 1, pg. 1" width="377" height="512" /></a><p class="wp-caption-text">Fotonovela VASO; Capt. 1, pg. 1</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 387px"><a href="http://lh6.ggpht.com/_Qb30V1qL3c4/SYMrloDEOwI/AAAAAAAAAo0/A0Dum-nw3fo/s512/vaso02.jpg"><img title="Fotonovela VASO; Capt. 1, pg. 2" src="http://lh6.ggpht.com/_Qb30V1qL3c4/SYMrloDEOwI/AAAAAAAAAo0/A0Dum-nw3fo/s512/vaso02.jpg" alt="Fotonovela VASO; Capt. 1, pg. 2" width="377" height="512" /></a><p class="wp-caption-text">Fotonovela VASO; Capt. 1, pg. 2</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 387px"><a href="http://lh3.ggpht.com/_Qb30V1qL3c4/SYMrl6McQeI/AAAAAAAAAo8/dDLToCdTQg0/s512/vaso03.jpg"><img title="Fotonovela VASO; Capt. 1, pg. 2" src="http://lh3.ggpht.com/_Qb30V1qL3c4/SYMrl6McQeI/AAAAAAAAAo8/dDLToCdTQg0/s512/vaso03.jpg" alt="Fotonovela VASO; Capt. 1, pg. 2" width="377" height="512" /></a><p class="wp-caption-text">Fotonovela VASO; Capt. 1, pg. 3</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 387px"><a href="http://lh6.ggpht.com/_Qb30V1qL3c4/SYMrmkPk0VI/AAAAAAAAApE/HSVGBwy9Glg/s512/vaso04.jpg"><img title="Fotonovela VASO. Capt. 1, Pg. 4" src="http://lh6.ggpht.com/_Qb30V1qL3c4/SYMrmkPk0VI/AAAAAAAAApE/HSVGBwy9Glg/s512/vaso04.jpg" alt="Fotonovela VASO. Capt. 1, Pg. 4" width="377" height="512" /></a><p class="wp-caption-text">Fotonovela VASO. Capt. 1, Pg. 4</p></div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 387px"><a href="http://lh5.ggpht.com/_Qb30V1qL3c4/SYMrm-KCiLI/AAAAAAAAApM/R2a5y8LCGxw/s512/vaso05.jpg"><img title="Fotonovela VASO. Capt. 1, Pg. 5" src="http://lh5.ggpht.com/_Qb30V1qL3c4/SYMrm-KCiLI/AAAAAAAAApM/R2a5y8LCGxw/s512/vaso05.jpg" alt="Fotonovela VASO. Capt. 1, Pg. 5" width="377" height="512" /></a><p class="wp-caption-text">Fotonovela VASO. Capt. 1, Pg. 5</p></div>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#888888;">Fotonovela do trash movie VASO, realizado em 2004 e finalizado com nova edição e imagens adicionais em 2009. Direção: Gustavo Serrate. Produção: Vatos Locos. Elenco desta edição: Bianca Moura, Isadora Stemler, Rodrigo Luiz Martins e Fernando Oyo.</span></p>
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		<title>A tragédia da atriz Miroslava Stern</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/01/29/a-tragedia-da-atriz-miroslava-stern/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 03:29:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Abordando erotismo e morte, a fama de &#8220;Ensaio de um Crime&#8221; (filme de Luiz Buñuel &#8211; 1950) está fortemente relacionada à mitologia fúnebre do suicídio da atriz Miroslava Stern, ocorrido poucos dias após as filmagens. Em uma carta póstuma, a atriz pediu que seu corpo fosse cremado. Quando o filme foi lançado, o público não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=182&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>Abordando erotismo e morte, a fama de &#8220;Ensaio de um Crime&#8221; (filme de Luiz Buñuel &#8211; 1950) está fortemente relacionada à mitologia fúnebre do suicídio da atriz Miroslava Stern, ocorrido poucos dias após as filmagens. Em uma carta póstuma, a atriz pediu que seu corpo fosse cremado. Quando o filme foi lançado, o público não deixou de notar a semelhança entre a cena da cremação do manequim e o trágico fim da bela atriz.</p>
<p>- Trecho do livro de Bráulio Tavares: <em>O Anjo Exterminador</em></p></blockquote>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><em><img title="Miroslava Stern" src="http://cinemexicano.mty.itesm.mx/imagenes/miroslava.jpg" alt="A atriz da república Checa, passou grande parte de sua carreira no méxico, onde cometeu suicidio." width="255" height="350" /></em></dt>
<dd class="wp-caption-dd"><em>Miroslava Stern: A atriz da república Checa, passou grande parte de sua carreira no méxico, onde cometeu suicídio.</em></dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:left;">Nascida em Praga, na república Checa, no período pré-guerra mundial, em 1925, mudou-se para o méxico ainda criança junto aos pais adotivos deixando para trás sua amada avó, fugindo de um campo de concentração. Após ganhar um concurso de beleza no México, passou algum tempo estudando artes cênicas em Los Angeles, Estados Unidos. Teve vários casos amorosos mal-sucedidos em sua vida, e tentou suicídio após a morte de um deles, durante a guerra.</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:left;">O filme <em>Ensaio de um crime, </em>do diretor espanhol Luiz Buñuel, foi o último filme que estranhou. Na história, um homem de instintos homicidas buscava satisfazer seus desejos de morte, mas era sempre frustrado por algum acontecimento do acaso que o impedia de perpetrar seus crimes. Em uma das cenas, ele perde a chance de matar a personagem interpretada por Miroslava, e crema um manequim (muito semelhante a ela)  na fornalha. Dias após a conclusão do filme, a atriz se suicidou.</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:center;"><a href="http://cinemexicano.mty.itesm.mx/imagenes/ensayo.jpg"><img class="aligncenter" src="http://cinemexicano.mty.itesm.mx/imagenes/ensayo.jpg" alt="" width="161" height="150" /></a></div>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.contracampo.com.br/20/ensayo.jpg"><img class="aligncenter" src="http://www.contracampo.com.br/20/ensayo.jpg" alt="" width="141" height="170" /></a></p>
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			<media:title type="html">Cineasta 81</media:title>
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			<media:title type="html">Miroslava Stern</media:title>
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		<title>Pensamento</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/01/27/pensamento/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 20:54:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[controverso]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;mas os dramaturgos tem um pensamento, um modo de ver a vida que influencia muita gente.  Os atores influenciam através do que escreve o dramaturgo, mas eles não tem nada, é como se fossem ocos, só recebem o material do dramaturgo para atuarem. Se os atores não se engajam em algo, ou se não se tornam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=177&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>&#8230;mas os dramaturgos tem um pensamento, um modo de ver a vida que influencia muita gente.  Os atores influenciam através do que escreve o dramaturgo, mas eles não tem nada, é como se fossem ocos, só recebem o material do dramaturgo para atuarem. Se os atores não se engajam em algo, ou se não se tornam dramaturgos, ou se não criam nada além de atuar em peças de autores, serão eternos objetos de manipulação, títeres.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/culatra.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/culatra.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/culatra.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/culatra.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/culatra.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/culatra.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/culatra.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/culatra.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/culatra.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/culatra.wordpress.com/177/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=177&subd=culatra&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Momento inspirado</title>
		<link>http://culatra.wordpress.com/2009/01/26/momento-inspirado/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 14:59:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[texto]]></category>
		<category><![CDATA[certas pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[só na paz]]></category>

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		<description><![CDATA[
Um pássaro voa alto e de lá ele vê tudo o que antes era enorme ficar menor do que ele, e outras coisas até somem. Um bicho tão pequeno e fraco consegue ficar maior do que qualquer coisa, ele que escolhe

- Kelly Costa
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-172 aligncenter" title="birdflies1" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/birdflies1.gif?w=360&#038;h=275" alt="birdflies1" width="360" height="275" /></p>
<blockquote><p>Um pássaro voa alto e de lá ele vê tudo o que antes era enorme ficar menor do que ele, e outras coisas até somem. Um bicho tão pequeno e fraco consegue ficar maior do que qualquer coisa, ele que escolhe</p>
<p><img class="size-full wp-image-173 alignright" title="angelcurls" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/angelcurls.gif?w=50&#038;h=50" alt="angelcurls" width="50" height="50" /></p>
<p>- Kelly Costa</p></blockquote>
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		<title>Como proceder em caso de assalto</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 19:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[assalto]]></category>
		<category><![CDATA[controverso]]></category>
		<category><![CDATA[manual]]></category>

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		<description><![CDATA[Senhor Motorista,
Um carro é assaltado a cada dois minutos no Brasil. Será que a culpa é de quem? É muito fácil culpar a criminalidade, ou o estado ausente em suas competências. Essa é a postura de um cidadão acomodado! Talvez a onda de assaltos crescente seja culpa de motoristas que não sabem como proceder diante [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=164&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>Senhor Motorista,<br />
Um carro é assaltado a cada dois minutos no Brasil. Será que a culpa é de quem? É muito fácil culpar a criminalidade, ou o estado ausente em suas competências. Essa é a postura de um cidadão acomodado! Talvez a onda de assaltos crescente seja culpa de motoristas que não sabem como proceder diante de um assalto.</p></blockquote>
<div id="attachment_165" class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><img class="size-medium wp-image-165" title="cabdriver" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/cabdriver.jpg?w=240&#038;h=300" alt="Revista Times, December 1944" width="240" height="300" /><p class="wp-caption-text">Fonte: Revista Times, December 1944</p></div>
<p>Veja a seguir oa erros mais comuns cometidos por motoristas assaltados:</p>
<p><strong>1.</strong> Entregar a chave do carro &#8211; Entenda. É isso que os assaltantes querem, se você entrega a chave do seu carro é ele quem sai ganhando.</p>
<p><strong>2.</strong> Dizer “Pode levar o meu carro mas não me machuquem” &#8211; Ferimentos<br />
cicatrizam com o tempo, isso é uma coisa que as pesquisas científicas já evidenciaram como sendo verdade. Mas até hoje não ouvi falar de um carro que volta sozinho para casa. Se você deixar seu carro ir embora, acabou amigo!</p>
<p><strong>3.</strong> Demonstrar medo durante um assalto a mão armada &#8211; O Assaltante<br />
já tem uma arma na mão, você não pode dar mais um ponto de vantagem para ele. Mostre a ele que a arma dele não lhe causa medo algum. O medo encoraja o assaltante a prosseguir com o assalto.</p>
<div id="attachment_168" class="wp-caption aligncenter" style="width: 82px"><img class="size-thumbnail wp-image-168" title="thief" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/thief.jpg?w=72&#038;h=96" alt="Revista Times, November 1967" width="72" height="96" /><p class="wp-caption-text">Fonte: Revista Times, November 1967</p></div>
<p>O que se deve fazer no caso de um assalto ao seu veículo:</p>
<p><strong>Regra Número 1: </strong>REAGIR É IMPRESCINDÍVEL! Mostre ao assaltante quem é que manda. Grite mais alto que a arma! Não demonstre fraqueza. Se você agir assim, talvez consiga intimidar o assaltante e ele irá embora sem maiores problemas. Procure assistir filmes de Kung Fu, observe como os protagonistas roubam as armas das mãos dos vilões. Observe atentamente e procure repetir o processo durante um assalto para roubar a arma da mão do assaltante e assim reverter a situação a seu favor. Outro truque excelente a ser usado é esquivar-se das balas. É muito óbvio mas as pessoas ficam assustadas com o som da arma e acabam levando tiros a toa.</p>
<p><strong>Regra Número 2:</strong> Não deixe que o assaltante tome o seu carro sem uma boa briga. Mas fique atento, se os assaltantes estiverem em dupla ou em maior quantidade proteste! Não saia do carro. Prenda seu cinto de segurança e agarre-se no volante. Recuse-se a qualquer custo a sair do carro. Uma hora ele vai desistir de te arrancar de dentro do carro. Lembre-se sempre: O motorista aqui é você! Não vá entregar seu carro a um bandido, muitas vezes eles não tem nem carteira de motorista!</p>
<p><strong>Regra número 3:</strong> Caso a força bruta e intimidação não sejam eficientes, então pelo jeito você está lidando com um assaltante jogo duro. Apele para a civilidade, utilize de argumentos para persuadi-lo a deixar de roubar carros. Incentive-o a estudar, talvez assim um dia ele possa ter dinheiro para comprar seu próprio carro um dia. Dê o lembrete de que roubar carros é previsto na constituição como crime penal. Diga a ele como você está se sentindo, abra seu coração. Caso nada disso funcione: Aponte seu dedo médio para ele e vá embora com seu carro. Ele não vai impedi-lo pois perceberá que está sendo inconveniente de verdade.</p>
<p><strong>Lembre-se sempre!</strong> O motorista bem educado está a favor da diminuição das estatísticas negativas de seu país! Um carro é assaltado a cada dois minutos, se você for assaltado, prolongue ao máximo o tempo do assalto, tente estender para três, cinco, dez minutos se possível. Só entregue o carro depois de ter enrolado um bom tempo. Seja cidadão!</p>
<p>Quem manda aqui é você!</p>
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			<media:title type="html">cabdriver</media:title>
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		<title>Angola em fotos</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 13:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luanda]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[angola]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasileiro Iraldo Bocarrota vive em Luanda, capital de Angola, onde trabalha como engenheiro civil. Nas horas livres ele fotografa o que vê pela cidade e alimenta seu blog Angola em fotos (angolaemfotos.blogspot.com ). Na busca de saber quem estava por trás das interessantes fotografias, entrevistei o engenheiro para saber um pouco de sua visão sobre a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culatra.wordpress.com&blog=6037591&post=129&subd=culatra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>O Brasileiro Iraldo Bocarrota vive em Luanda, capital de Angola, onde trabalha como engenheiro civil. Nas horas livres ele fotografa o que vê pela cidade e alimenta seu blog <em>Angola em fotos</em> (angolaemfotos.blogspot.com ). Na busca de saber quem estava por trás das interessantes fotografias, entrevistei o engenheiro para saber um pouco de sua visão sobre a vida dos angolanos.</p></blockquote>

<a href='http://culatra.wordpress.com/2009/01/21/angola-em-fotos/tn_426m724/' title='tn_426m724'><img width="112" height="150" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/tn_426m724.jpg?w=112&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="" title="tn_426m724" /></a>
<a href='http://culatra.wordpress.com/2009/01/21/angola-em-fotos/tn_069m346/' title='tn_069m346'><img width="111" height="150" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/tn_069m346.jpg?w=111&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="" title="tn_069m346" /></a>
<a href='http://culatra.wordpress.com/2009/01/21/angola-em-fotos/tn_50m545/' title='tn_50m545'><img width="90" height="150" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/tn_50m545.jpg?w=90&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="" title="tn_50m545" /></a>
<a href='http://culatra.wordpress.com/2009/01/21/angola-em-fotos/tn_29m691/' title='tn_29m691'><img width="112" height="150" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/tn_29m691.jpg?w=112&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="" title="tn_29m691" /></a>
<a href='http://culatra.wordpress.com/2009/01/21/angola-em-fotos/tn_23m527/' title='tn_23m527'><img width="100" height="150" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/tn_23m527.jpg?w=100&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="" title="tn_23m527" /></a>
<a href='http://culatra.wordpress.com/2009/01/21/angola-em-fotos/tn_019m473/' title='tn_019m473'><img width="107" height="150" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/tn_019m473.jpg?w=107&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="" title="tn_019m473" /></a>
<a href='http://culatra.wordpress.com/2009/01/21/angola-em-fotos/tn_012m738/' title='tn_012m738'><img width="112" height="150" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/tn_012m738.jpg?w=112&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="" title="tn_012m738" /></a>
<a href='http://culatra.wordpress.com/2009/01/21/angola-em-fotos/tn_002m972/' title='tn_002m972'><img width="92" height="150" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/tn_002m972.jpg?w=92&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="" title="tn_002m972" /></a>
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<a href='http://culatra.wordpress.com/2009/01/21/angola-em-fotos/tn_041525/' title='tn_041525'><img width="112" height="150" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/tn_041525.jpg?w=112&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="" title="tn_041525" /></a>
<a href='http://culatra.wordpress.com/2009/01/21/angola-em-fotos/tn_008747/' title='tn_008747'><img width="133" height="150" src="http://culatra.files.wordpress.com/2009/01/tn_008747.jpg?w=133&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="" title="tn_008747" /></a>

<p>Iraldo Bocarrota nasceu no interior do estado de São Paulo, aos treze anos começou a fotografar por gosto. Formou-se em engenharia civil com especialização na produção de obras de infra-estrutura.Vive atualmente em um condomínio fechado no melhor bairro de Luanda, capital de angola, junto a quatro companheiros de trabalho e visita sua família no Brasil a cada 60 dias. A relação a distância com a família é o componente mais difícil de ser administrado, mas demonstra otimismo apesar de tudo: &#8220;faz parte da liturgia da missão. Ou aceitamos ou pedimos para sair&#8221;, conta. Trabalha na pavimentação das ruas e avenidas de um bairro chamado Cazenga que descreve como: “<strong>uma enorme concentração humana com quase dois milhões de habitantes refugiados de guerra</strong> do interior do país e de países vizinhos como o Congo, Zaire e Namíbia”. Nas horas livres Iraldo costuma fotografar situações cotidianas e conversar com o povo. Dessa forma ele observa e descobre a cidade, aprende e disponibiliza seus registros no blog <a href="http://www.angolaemfotos.blogspot.com/">Angola em fotos</a>. O foco de sua observação é o povo e a dinâmica social desse país em desenvolvimento. Para tirar suas fotos ele utiliza uma maquina Sony T-300, que é compacta e não chama muita atenção.</p>
<p>A guerra civil iniciada a partir da necessidade de libertação e independência do colonialismo português foi encerrada no dia 4 de abril de 2002, quando foi assinado o acordo de paz, após 27 anos de conflitos. A economia do país é basicamente informal. Nas ruas se encontra de tudo: de papel higiênico a ventiladores. <strong>O angolano comum, desempregado, amanhece o dia em busca de água e termina o dia com o resultado do que conseguiu vender na rua. </strong>O governo disponibiliza caminhões-pipa que nunca são suficientes para todos. Pela manhã mulheres e crianças voltam para casa carregando galões de água na cabeça.</p>
<p>A cidade ainda está construindo suas vias arteriais, por isso o trânsito é precário. A população se locomove com as “cadongas”, vans particulares pintadas de azul e branco, e carros velhos de última geração. Às quatro da manhã Iraldo acorda, prepara o café da manhã e <strong>sai de casa para enfrentar o trânsito de uma hora e meia para percorrer 10 quilômetros</strong> “uma vez demorei três horas nesse percurso”, conta. Para ele, o trânsito angolano é a “materialização do caos”, gastam cerca de 4 horas por dia para se locomover pela cidade. Este ano o administrador municipal de Cazenga, Victor Nataniel Narciso, prometeu implementar cerca de 40 projetos de impacto social para minimizar os problemas.</p>
<p>Quase quarenta e três por cento da população de Angola (15 milhões de habitantes) tem menos de 14 anos de idade. <strong>A guerra civil matou um milhão e meio de pessoas e criou quatro milhões de refugiados</strong>. O país é rico em recursos naturais, exporta petróleo, diamantes e possui jazidas de minérios de ferro como cobre e ouro, apesar disso Iraldo explica que existem apenas “milionários” e “miseráveis” em Angola: “<strong>Não existe uma classe B por aqui. A distribuição de renda ainda está longe de ser ideal</strong>”.</p>
<p>“Como no Brasil, em Angola todos esperam por uma vida melhor e repudiam a corrupção. <strong>O angolano é alegre, bem humorado e de bem com a vida.</strong> Gostam de carnaval, música e praia para viver bem como a gente. Adoram brasileiros devido às novelas da Globo. Dentre os gêneros musicais escutam semba, kizomba, kuduro e muita, muita música brasileira. De Roberta Miranda a Skank. De MPB a Bruno e Marrone. Sabem muito sobre nossa música”, relata Iraldo.</p>
<p>Com o suporte financeiro do capital estrangeiro proveniente da China, Europa, EUA e Brasil a tendência é de crescimento econômico em Angola, existe um regime democrático que ainda dá seus primeiros passos. Os problemas são basicamente os mesmos de todos os países em desenvolvimento: falta de insumos básicos, doenças endêmicas, etc.,  mas para Iraldo são problemas contornáveis: “<strong>Só posso, portanto, vislumbrar um futuro brilhante para esta nação</strong>. E me sinto feliz em poder modestamente contribuir com o meu trabalho para que isto aconteça”.</p>
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