O homem do rio
Este é um trecho do filme O homem do rio (Itália, França, Brasil, 1964, 110 min), de Philippe de Broca.
O ator que vocês veem, é Jean-Paul Belmondo, ícone sexual da época, ficou muito famoso por atuar em um dos filmes que marcou o período da Nouvelle Vague, O Acossado, também do mesmo diretor. O homem do Rio é um filme sobre o roubo de uma relíquia que desemboca em uma perseguição internacional suja, com morte e sequestro. O protagonista atravessa a cidade correndo, sobe em um prédio do setor bancário norte e depois foge de seus algozes montado em uma bicicleta.
O interessante da obra, além de sua importância para o cinema, é o fato de que o filme foi realizado em Brasília 4 anos após sua inauguração. A cidade estava vazia, vários locais onde hoje estão repletos de trânsito, de gente e de edifícios, são mostrados, naquele período, como pura poeira, sem uma alma viva passando por alí. O centro do poder desabitado. Para não dizer que estava completamente vazio, eu contei um carro passando pela paisagem, e certamente deveria ser algum carro oficial, ou coisa do tipo. Em 1964 Brasília era um deserto, o país sofria o primeiro ano do golpe da ditadura militar. A primeira universidade de Brasília (UnB) , projeto de Lúcio Costa, Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, foi praticamente interrompida quando 16 professores foram expulsos, e em solidariedade (e também como protesto político) 223 professores demitiram-se. Um momento único na história de Brasília.



Muito interessante realmente não tinha conhecimento desse filme, como muita gente não tem, vou divulgar!
Cara fantástico,maravilhoso,incrível,indescritível etc etc,moro pertinho dessas velhas locações só que hoje estão quase irreconhecíveis,belíssimo post!!!
O filme em questão é interessante, Brasília tinha um “Q” de futurístico à la Mad Max. A película chega a soar um pouco estranha para os padrões que a maioria dos brasileiros estão habituados ao conhecido estilo estadunidense de produzir filmes. Vale à pena conferir a trama.
… uma vila semi desenvolvida no meio do deserto nos confins do centro oeste “tupiniquim”… que idéia mais imbecil tiveram nossos governantes, talvez se tivessem investido toda a grana no curral Rio de Janeiro teríamos uma capital nacional melhor e nem de longe haveria tanta violência naquela cidade “majestosa”… enfim… habemus Brasília…
São comentários assim que empolgam a gente a escrever mais. Abraço e obrigado pelo feedback.